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Comunicado à Imprensa - 9/3/2010
A ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) entende que a definição dos níveis de taxa de administração de fundos é uma decisão comercial das instituições em relação aos seus produtos de investimento e respectivos públicos-alvo.
A entidade tem orientado o público investidor a buscar sempre, de forma consciente, os fundos de investimento que melhor atendam às suas necessidades. As características técnicas de cada fundo e, em particular, a forma de cálculo e o percentual da taxa de administração, são elementos importantes na escolha do melhor fundo de investimento e devem ser alvo de pesquisa por parte do investidor.
Para isso, a ANBIMA promove constantemente iniciativas no sentido de ampliar a transparência da indústria de fundos, dotando os investidores de instrumentos que permitam o fácil acesso as informações, como o portal de educação financeira Como Investir, no qual encontra-se disponível ferramenta de busca e comparação de fundos de investimento, e banco de dados — download versão PDF [8 MB] ou arquivo ZIP [4 MB] —, que pode ser acessado pelo site institucional da entidade.
Recentes regras instituídas pela área de Regulação e Melhores Práticas da ANBIMA para a rede de varejo dos bancos, como por exemplo, a API – Análise do Perfil do Investidor, a determinação de haver avisos informativos dos fundos disponíveis para investimento nas agências, suas respectivas taxas de administração e central exclusiva de atendimento aos gerentes, promoveram ainda mais transparência na relação das instituições financeiras com seus clientes investidores.
O Brasil conta com a sexta maior indústria de fundos do mundo. São mais de R$ 1,4 trilhão distribuídos em mais de 8.000 fundos administrados por gestores profissionais, certificados e fiscalizados por instituições do mercado. Dado o porte dessa indústria, a utilização de exemplos de taxas de administração que se encontram nas extremidades da amostra não podem ser consideradas como representativas da média da indústria nem podem ser extrapoladas como uma prática geral do segmento.
Os fundos brasileiros, em particular as categorias Referenciado DI e Renda fixa, têm apresentado tendência histórica de redução nas taxas de administração, reflexo de uma economia mais estável, que permite a adoção de uma taxa básica de juros (Selic) menor. Em 2009 a taxa média dos Fundos DI destinados ao varejo atingiu 1,4% apresentando redução de 19,7%, em relação a 2005. Já os fundos de Renda Fixa registram taxa média de1,12% com redução de 26,8% no mesmo período. Neste mesmo ano, 71% do patrimônio dos fundos DI estiveram concentrados em produtos com taxa de administração de até 1% ao ano (ante 65% em dezembro de 2008).
A Associação acompanha as iniciativas e evidentemente respeita as decisões tomadas pelos órgãos reguladores e está convencida que a livre concorrência no mercado de fundos de investimento é a melhor ferramenta de indução à redução de custos e melhoria de qualidade do produto para o investidor.