• Eventos.
  • Imprensa.
  • Fale Conosco.

Imprensa

Avanço da indústria de gestão de recursos gera ganho adicional de 1,36% ao PIB brasileiro em cinco anos

A expansão da base de ativos da economia brasileira e o consequente avanço da indústria de gestão de investimentos contribuem para o aumento do PIB (Produto Interno Bruto), para a geração de empregos e para a arrecadação de impostos. É o que mostra estudo que a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) apresenta hoje no 10º Congresso de Fundos de Investimento. O levantamento também é base para uma agenda de medidas que a entidade lidera entre este e o próximo ano, com o objetivo de responder a uma série de desafios que a atual conjuntura impõe à indústria.

O estudo aponta que, mantidas as atuais perspectivas para o cenário econômico e aprovada a reforma da previdência, a base de ativos da economia brasileira terá um aumento médio anual de 6,1% até 2023. Esse avanço poderá contribuir para um ganho adicional acumulado de 1,36% ao resultado do PIB (acréscimo anual de 0,27%) no mesmo período. O incremento equivale a uma contribuição de 10% no crescimento esperado para o indicador nos próximos cinco anos, que é de 13,2%, de acordo com os cálculos do Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da ANBIMA.

O efeito multiplicador desse avanço alcança a geração de empregos: 402 mil vagas adicionais seriam criadas até 2023, o que equivale a média de 80 mil novos postos de trabalho por ano. Na arrecadação de impostos, o incremento chegaria a 1,53% (alta média anual de 0,30%) nesses cinco anos.

“O crescimento da base de ativos e o desenvolvimento da indústria de investimentos beneficiam todo o ecossistema da economia brasileira. Ganham os investidores, com uma gama de opções que melhor se adequem às suas necessidades de prazo, risco e retorno; ganham as empresas, com mais uma fonte de recursos; e ganham os gestores, com diversidade para a composição das carteiras. E, mais importante, ganha toda a sociedade, com os impactos positivos desse avanço sobre o país”, afirma Carlos Ambrósio, presidente da ANBIMA.

Segundo o estudo, o aumento da base virá acompanhado de uma mudança na composição das carteiras dos investidores, fruto do crescimento do estoque de ações e debêntures. Ao mesmo tempo, o material aponta que a emissão de títulos públicos poderá decair, dada a menor necessidade de financiamento da dívida pública.

Tendências mundiais e agenda ANBIMA  

Em paralelo aos impactos sobre os indicadores econômicos, o estudo da ANBIMA analisou os principais mercados internacionais para identificar as grandes tendências mundiais para a indústria de gestão de recursos. Elas são cinco: o movimento global de migração das aplicações para ativos de maior valor agregado; o maior protagonismo dos investidores; a busca dos clientes por um relacionamento mais independente e digital com as instituições; o suitability como diferencial competitivo; e a adoção de novas tecnologias para melhorar a eficiência. O estudo relaciona essas tendências aos desafios impostos ao mercado local e lista as medidas necessárias para respondê-los.

A tendência de mobilização dos gestores para entregar as melhores rentabilidades a partir de ativos de maior valor agregado é um movimento que tende a se expandir com as perspectivas de juros baixos em curto e médio prazos em todo o mundo. Isso tem contribuído para a procura pelos fundos estruturados, que ainda enfrentam entraves regulatórios no Brasil. Para destravar esse mercado, as propostas da ANBIMA incluem alterações nas regulações dos FIDCs (Fundos de Investimento em Direito Creditório) e dos FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário), por exemplo. Além disso, a agenda prevê estudos para avaliar a possível criação de um novo produto de investimento que reduza custos e promova maior eficiência à indústria

A posição do investidor assumindo cada vez mais o protagonismo em suas decisões de financeiras impõe às instituições a necessidade de reavaliarem a comunicação com esse agente. Entre as iniciativas lideradas pela ANBIMA está uma proposta de revisão de toda a documentação dos fundos de investimento.

A necessidade de rever o uso do suitability para além de uma obrigação regulatória também é um desafio para a indústria brasileira de gestão de recursos: verificou-se que em mercados mais desenvolvidos, o suitability é aplicado como um diferencial competitivo, considerando uma visão completa do cliente, que inclui informações sobre estado de saúde, hobbies, projetos de vida, prioridades e demais aspectos que influenciam as decisões sobre investimentos. Esta, aliada à última tendência encontrada no levantamento sobre a inovação como base para ganhos de eficiência, expõe os desafios locais de fomento à tecnologia para a simplificação de processos e a redução dos custos de observância.

“Com o estudo identificamos que o aumento da base de ativos do nosso mercado depende de uma combinação de fatores, que envolve o crescimento econômico e ações decisivas por parte da indústria de gestão de recursos, do governo e das entidades representativas do setor. Entendemos que é dever da ANBIMA liderar iniciativas como as que definimos em nossa agenda”, conclui Ambrósio.

Confira a agenda completa.

Sobre a ANBIMA

A ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa mais de 250 instituições de diversos segmentos. Dentre seus associados, estão bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset managements, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento. Ao longo de sua história, a Associação construiu um modelo de atuação inovador, exercendo atividades de representação dos interesses do setor; de regulação e supervisão voluntária e privada de seus mercados; de oferta de produtos e serviços que contribuam para o crescimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais; e de educação para profissionais de mercado, investidores e sociedade em geral.