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Captação líquida dos fundos de investimento em janeiro é a maior desde 2013

A indústria brasileira de fundos de investimento registrou captação líquida de R$ 39,9 bilhões em janeiro, valor quase seis vezes superior aos R$ 6,9 bilhões verificados no mesmo período de 2016. O volume é o maior para o mês desde 2013, de acordo com boletim divulgado hoje pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). Em relação a dezembro do ano passado, o aumento foi de 14,2%.

Os fundos de renda fixa puxaram o crescimento da indústria em janeiro, com captação de R$ 35,4 bilhões. Os ingressos líquidos nos multimercados, que somaram R$ 6,7 bilhões, também foram destaque no período. “Por combinarem aplicações em diferentes segmentos de ativos, esses fundos são importantes opções de diversificação aos investidores em um cenário com perspectiva de queda de juros para o decorrer do ano”, afirma Carlos Ambrósio, vice-presidente da ANBIMA.

Os fundos de previdência marcaram captação líquida positiva de R$ 2,4 bilhões. O valor contribuiu para o crescimento de 84% do patrimônio líquido dessa classe nos últimos três anos, contra o de 45% da indústria como um todo.

Rentabilidade

As rentabilidades dos fundos de ações em janeiro foram impulsionadas pela alta de 7,38% do Ibovespa. Os tipos Small Caps superaram o índice e apresentaram retornos de 9,72%. Essa classe de fundos, entretanto, foi afetada pelas incertezas em relação ao ritmo da atividade econômica, com resgates líquidos de R$ 443,6 milhões no período.

O comportamento da bolsa e o fechamento das curvas de juros também contribuíram para a rentabilidade dos fundos Multimercados no mês, com destaque para o tipo Macro, com alta de 2,10%. Apenas o tipo Cambial apresentou rentabilidade negativa (2,87%) em função da desvalorização mais forte do dólar no período (4,05%).

Confira o relatório completo aqui.

Sobre a ANBIMA

A ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa mais de 270 instituições de diversos segmentos. Dentre seus associados, estão bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset managements, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento. Ao longo de sua história, a Associação construiu um modelo de atuação inovador, exercendo atividades de representação dos interesses do setor, de regulação e supervisão voluntária e privada de seus mercados, e de oferta de produtos e serviços que contribuam para o crescimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais.