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Captações externas são destaques no início do ano

As companhias brasileiras levantaram US$ 5,2 bilhões no mês de janeiro com a emissão de títulos de dívida no mercado externo. De acordo com o Boletim de Mercado de Capitais, divulgado hoje pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), o movimento marcou a retomada do modelo usual das captações internacionais, que havia sido interrompido nos últimos dois anos.

Principal emissora de títulos brasileiros no mercado externo, a Petrobras se destacou no período, com operações que movimentaram US$ 4 bilhões. Na sequência, Fibria e Raízen captaram US$ 700 milhões e US$ 500 milhões, respectivamente. “O volume total de emissões em janeiro está próximo à média de captações para o mês que era observada entre 2012 e 2014. A demanda pelos ativos e a intenção de outras companhias em acessar o mercado internacional ainda neste primeiro trimestre aumentam as expectativas de que o resultado de 2017 supere o de 2016, quando as ofertas foram lideradas pelo Tesouro e somaram US$ 20,25 bilhões no ano”, afirma José Eduardo Laloni, diretor da ANBIMA.

As captações no segmento doméstico somaram R$ 3,4 bilhões em janeiro e se concentraram em títulos de renda fixa e instrumentos de securitização. O volume representa queda de 52,5% em comparação ao primeiro mês de 2016, porém ainda pode ser revisto para cima, em função de ativos que estão em processo de distribuição.

As debêntures responderam por 50,2% das ofertas no mercado local em janeiro, totalizando R$ 1,7 bilhão, e foram lideradas pela operação da Andrade Gutierrez Concessões, que captou R$ 1,6 bilhão em distribuição com esforços restritos. O período foi marcado ainda por outras quatro emissões, sendo duas enquadradas na Lei 12.431/11, das empresas Banda de Couro Energética, com volume de R$ 14,5 milhões, e Baraúnas II Energética, com R$ 8,75 milhões.

Segundo ativo mais utilizado pelas empresas no último mês, as notas promissórias somaram R$ 960 milhões, com destaque à oferta de R$ 800 milhões da Companhia Brasileira de Distribuição. No mesmo período, as operações com Fundos de Investimento em Direito Creditório (FIDCs) acumularam R$ 710 milhões e as de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) R$ 9 milhões. Um dos principais ativos utilizados pelas companhias no ano passado, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) ainda não foram ofertados em 2017.

Confira o relatório completo aqui.