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Boletim de Fundos de Investimentos

Captação negativa em maio não reverte tendência de crescimento no ano

Em maio, a captação líquida negativa de R$ 4,0 bilhões da indústria de fundos refletiu a performance dos principais segmentos do mercado no período – bolsa, juros e câmbio.  Os ajustes necessários nos preços dos ativos em resposta ao cenário de maior incerteza incorreram em perdas nas captações e rentabilidades das principais carteiras, sem, entretanto, reverter a trajetória positiva da indústria em 2018. Vale ressaltar que saques expressivos de apenas dois fundos (R$ 9,0 bilhões) reforçaram esta tendência.

Em relação aos resultados mensais, a maior saída de recursos foi registrada na classe FIDC – R$ 4,9 bilhões -  boa parte deste montante resultado de um movimento isolado de um único investidor. Os fundos de renda fixa apresentaram captação negativa de R$ 2,0 bilhões e os Multimercados – que apresentam maior exposição ao risco – tiveram entrada de recursos na ordem de R$ 1,8 bilhão. Os fundos de ações foram na mesma direção com fluxo positivo de R$ 470 milhões. A movimentação de recursos dentro da indústria sugere uma realocação de parte dos investidores para carteiras com menor exposição ao risco. O tipo Renda Fixa Duração Baixa Soberano captou R$ 8, 9 bilhões, o melhor resultado entre todos os tipos da indústria, enquanto no tipo Multimercados Livre houve uma saída de R$ 8,3 bilhões. Vale destacar a captação mensal do Multimercados Macro, R$ 3,4 bilhões, mantendo a trajetória positiva registrada ao longo deste ano.

O resultado da captação dos fundos em maio não reverteu a tendência positiva da indústria este ano, que mantém uma entrada líquida de R$ 57,4 bilhões. Os Multimercados respondem por boa parte deste montante com um fluxo positivo de R$ 44,9 bilhões.  Os Multimercados Macro e Livre foram os destaques com captações líquidas de R$ 19,3 bilhões e R$ 8,3 bilhões, respectivamente. Os fundos de ações captaram no ano R$ 10,8 bilhões, com destaque para os tipos Ações índice Ativo (R$ 4,4 bilhões) e Ações Livre (R$ 3,7 bilhões).  Conforme analisado nas edições anteriores do Boletim, estes números refletem a disposição dos investidores em buscar maior exposição ao risco de forma que possam auferir rentabilidades mais atrativas em um contexto de patamares baixos de taxas de juros. Atentamos que o resgate de R$ 23 bilhões de um único fundo neste ano comprometeu a captação dos fundos de renda fixa, que englobam estratégias mais conservadoras. Até maio deste ano, esta classe de fundos registrou saída de R$ 7,0 bilhões.

 

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Os dados de alocação de recursos por segmento até abril ratificam esta percepção. O montante alocado na classe de Multimercados dos investidores do varejo (varejo e varejo alta renda) e Private continua superando o investido por estes agentes na classe de fundos de renda fixa – R$ 23,5 bilhões contra R$ 6,9 bilhões.

As rentabilidades dos fundos em maio ficaram em linha com o desempenho negativo dos indicadores do mercado – o IMA geral recuou 1,43 %, com destaque para a queda de 4,65% do IMA-B 5+ e o Ibovespa registrou queda de 10,87%. Todos os tipos de Ações tiveram perdas mensais, enquanto nos de renda fixa, os destaques positivos foram os tipos duração baixa (soberano e grau de investimentos) com variações de 0,41% e 0,49% respectivamente. Entre os tipos mais representativos dos Multimercados, os fundos Macro e Livre também registraram retorno mensal negativo de 1,56% e 0,98%, respectivamente. No ano, a performance dos tipos Multimercados Long and Short, Neutro e Direcional, vem superando os principais benchmarks do mercado com retornos de 6,46% e 5,15%, respectivamente. O Fundo de Ações Livre, o de maior patrimônio de ações, avançou 0,34% no ano. Nesta classe as melhores performances são do Fundos FMP-FGTS (28,2%) e Fundos Mono Ações (19,44%).  Nos fundos de renda fixa, o maior retorno em 2018 ficou com o tipo Renda Fixa Duração Alta Grau de Investimento com 3,46%.

 

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