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Expectativas positivas para o mercado de capitais em 2019 marcam encontro com a imprensa

Porta-vozes da Associação comentaram importância da reforma da previdência e da estabilidade econômica

A baixa taxa de juros, alinhada a um cenário mais claro em busca do equilíbrio fiscal, deve incentivar o mercado de capitais em 2019. “Para auxiliar neste processo, estamos fazendo a lição de casa: buscando melhorias nas ofertas, com simplificação, agilidade e redução dos custos para os emissores”, disse Carlos Ambrósio, nosso presidente, em almoço de relacionamento com a imprensa nesta quinta-feira, 21. Durante o encontro, os jornalistas questionaram nossos porta-vozes (membros da Diretoria, presidentes de comitês e lideranças da equipe interna) sobre as atividades da Associação para este ano.

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Mercado de capitais

O mercado já cresceu bastante nos últimos anos em volume de emissões, alongamento de prazos, tipos de operações – o que deriva de muitos aspectos, como a estabilidade econômica, explicou José Eduardo Laloni, vice-presidente. “É lógico que esperamos muito mais. No ano passado, o mercado de capitais emitiu cerca de R$ 140 bilhões em debêntures, o que ainda é pouco no volume total de crédito do Brasil. Nos países desenvolvidos ou emergentes, esse valor é muito maior”, destacou.

O ritmo de emissões deve ser retomado este ano. “O pipeline dos bancos para renda variável atualmente é robusto e comparável a outros bons anos. Começamos a ver as empresas se movimentando, mas elas devem esperar alguma definição sobre a previdência [reforma], até para aproveitar o resultado positivo que se espera da aprovação”, explica Sergio Goldstein, presidente do Comitê de Finanças Corporativas.

O BNDES continuará atuando como parceiro do mercado em 2019. “A interlocução visa a maior participação do capital privado nas operações e menor presença do banco de fomento, que seguirá complementando as emissões”, explicou Laloni. Ele contou que, desde o governo anterior, desenvolvemos uma relação muito próxima com o banco, que deve ser intensificada.

Reforma da previdência

“Esperamos que a reforma seja aprovada o mais rápido possível. Todos sabem da importância e da necessidade do equilíbrio fiscal e dos benefícios que ele trará à sociedade. Ainda não discutimos o texto apresentado ao Congresso, mas, sem dúvidas, avaliamos a reforma positiva como um todo”, disse Ambrósio.

Fernando Honorato, presidente do nosso Comitê de Acompanhamento Macroeconômico, avalia que o avanço da reforma propicia a manutenção da baixa taxa de juros por mais tempo. “O efeito disso no mercado de capitais é extraordinário: influencia a ótica do investidor, a alocação das carteiras, e também a das empresas, que veem a possibilidade de se financiarem de forma mais barata”, disse.

Incentivo às ofertas públicas

A Associação também tem trabalhado em parceria com a CVM para reduzir os custos que as instituições têm ao cumprir a regulação e a autorregulação. Nesta semana, foi divulgada uma deliberação para as regras de ofertas públicas que atendeu a dois pleitos antigos do mercado que haviam sido encaminhados pela Associação: a extinção do período de blackout e a possibilidade de análise reservada das ofertas pela CVM em renda variável. “Além disso, temos um grupo com a autarquia e o mercado discutindo a revisão das principais normas para ofertas públicas, as Instruções 400 e 476”, comentou José Carlos Doherty, superintendente-geral.

Ações para 2019

O presidente mencionou um estudo que estamos desenvolvendo sobre os agentes autônomos de investimento, observando os modelos de atuação nos Estados Unidos e na Europa. “O objetivo é ter conteúdo-base para promover a discussão interna e a interação com o regulador sobre a atividade desses profissionais”, disse Carlos Ambrósio.

Ele também destacou o movimento de mudança de eixo da indústria de gestão de recursos, que antes se organizava em torno dos produtos e agora foca na atividade e na conduta dos profissionais. “A indústria faz a ponte entre os emissores e os investidores. O crescimento do mercado significa mais opções para diversificar o portfólio”, conta.

Está em elaboração, ainda, um estudo na linha do que foi feito para mercado de capitais no ano passado, mas voltado à indústria de gestão de recursos de terceiros. O documento avaliará quais os benefícios reais que o fortalecimento desse segmento pode trazer para a economia brasileira. Os resultados serão apresentados no 10º Congresso ANBIMA de Fundos de Investimento, que acontecerá nos dias 24 e 25 de abril.

 

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