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Comitê Macro prevê Selic em 6,75% até o final de 2018

De acordo Fernando Honorato, vice-presidente do grupo, o BC ganhará espaço para postergar o aumento da taxa para 2019

O nosso Comitê de Acompanhamento Macroeconômico aposta na manutenção da taxa Selic em 6,75% até o final deste ano.

"Com os resultados de inflação abaixo do esperado – e cenário favorável para a manutenção em um patamar baixo –, o Banco Central ganhará espaço para postergar o aumento da taxa de juros para 2019, apesar dos sinais de retomada mais consistentes da atividade", explica Fernando Honorato, vice-presidente do comitê.

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Essa e outras análises dos indicadores macroeconômicos estão no nosso Relatório Macro, publicação que consolida as discussões da reunião do comitê.

Atividade econômica
De acordo com o comitê, o ambiente atual está favorável para a recuperação da economia. Entre os fatores mais relevantes, o grupo ressalta a melhora das condições financeiras no país, a liquidez internacional – com os juros externos ainda baixos –, e a trajetória positiva dos indicadores recentes de aumento da produção industrial e de redução do desemprego.

Parte dos economistas, entretanto, avalia que o crescimento estará concentrado no primeiro trimestre deste ano, já que as incertezas globais ou políticas poderão desacelerar o nível de atividade. A previsão de crescimento do PIB para 2018 manteve-se praticamente estável, passando de 2,8% para 2,9% em relação à última reunião do comitê.

Política fiscal
Apesar das incertezas com relação à aprovação da reforma previdenciária, houve uma melhora na percepção de curto prazo por conta do resultado do déficit primário do governo, situado abaixo da meta prevista. Além disso, é esperada uma melhor performance das receitas, não apenas em função da recuperação do PIB, como também de recursos provenientes da privatização da Eletrobrás e de leilões do petróleo.

Cenário externo
Os economistas destacam a melhora dos indicadores nos Estados Unidos, sobretudo aqueles relacionados à atividade econômica e ao mercado de trabalho. Desta forma, a possibilidade de que a inflação possa chegar na meta de 2%, junto com o comunicado do FED, banco central norte-americano, reconhecendo a melhora do quadro econômico, mudou as apostas de parte dos analistas quanto à elevação dos juros norte-americanos, passando a previsão de três para quatro aumentos neste ano. O comitê ressaltou que os desdobramentos do quadro político no Brasil serão relevantes para a percepção do investidor externo quanto às perspectivas da economia brasileira, o que trará impactos para a trajetória do risco-país e da taxa de câmbio.

Conheça o Comitê de Acompanhamento Macroeconômico
O grupo é formado por 25 economistas de instituições associadas e se reúne a cada 45 dias, em média, sempre na semana que antecede a reunião do Copom, para analisar a conjuntura econômica e traçar cenários para os mercados brasileiro e internacional.