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Educação financeira e comunicação são os grandes desafios para indústria atrair investidores

Essa foi uma das conclusões do ANBIMA Debate, evento exclusivo para associados que aconteceu nesta quinta-feira

A indústria de investimento tem desafios enormes pela frente para atrair a grande parcela da população que não faz nenhum tipo de reserva financeira. Entre os principais estão a comunicação e a educação. O tema foi debatido nesta quinta-feira, 18, no ANBIMA Debate, evento exclusivo para associados que aconteceu em São Paulo. O pano de fundo foram os resultados da nossa pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro, com apoio do Datafolha, que mensurou os hábitos de poupança do brasileiro e a propensão dele a investir. O encontro teve a participação de Carlos André, nosso vice-presidente; Aquiles Mosca, presidente do Comitê de Educação de Investidores; Claudio Sanches, vice-presidente do Comitê de Varejo; e Ana Leoni, superintendente de Educação e de Informações. A moderação do bate-papo ficou por conta do jornalista Roberto Kovalick. 

Os principais pontos da pesquisa foram apresentados por Ana, que destacou que 51% dos brasileiros que não fizeram nenhum tipo de investimento financeiro ao longo do ano passado gostariam de investir em 2018, o que corresponde a um acréscimo de 6,2 milhões de investidores. Outros 49% não manifestaram intenção de fazer aplicações. 

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Ana Leoni, nossa superintendente de Educação e Informações, apresentou a pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro

“A pesquisa mostrou que temos muitos desafios pela frente para transformar as intenções em ações, para melhorar a alocação de investimentos e para ter aposentadorias mais realistas, com mais estabilidade financeira”, afirmou Ana. Dos 3.374 entrevistados para a pesquisa, apenas 32% conseguiram economizar alguma quantia em 2017.

“Chama a atenção o fato de 49% não terem intenção de investir", afirmou Claudio. Para ele, um dos fatores que podem explicar essa baixa propensão a poupar é cultural: ganhar dinheiro com investimentos não costuma ser algo bem visto pelo brasileiro. Uma solução para reduzir essa resistência a guardar, acredita ele, é atrelar o ato de investir a algum objetivo, como a compra da casa própria ou o financiamento dos estudos dos filhos. Quando o investimento tem um propósito, o ato de ganhar com a rentabilidade das economias passa a ser socialmente aceito, considera.

Para Carlos André, a indústria de investimentos tem ainda um grande desafio de comunicação pela frente para conseguir atrair aqueles que ainda não guardam recursos: “É necessário desconstruir a imagem de complexidade dos investimentos, de que as alternativas de investimento não estão disponíveis a pequenos aplicadores e de que os produtos são arriscados”, afirmou.

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Claudio Sanches, Carlos André, Aquiles Mosca e Roberto Kovalick discutiram os desafios do mercado para atrair investidores

Para lidar com esses desafios, Aquiles ressaltou que a indústria pode se inspirar em outros mercados e incorporar suas inovações: “será necessário pensar fora da caixa para quebrar a inércia”. A inteligência artificial, por exemplo, começa a ser usada para fazer questionários de suitability personalizados. Outra possibilidade é a utilização de grupos nas plataformas eletrônicas e redes sociais, que dão sensação de pertencimento e aceitação. Ele citou também um experimento feito no exterior, no qual aumentou em 22% a propensão a investir para a aposentadoria por parte de pessoas que se depararam com suas fotos envelhecidas por computador. 

 

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