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Iniciativas de educação são financiadas com recursos vindos de penalidades da autorregulação

Multas e termos de compromisso aplicados são revertidos ao mercado

Os recursos obtidos com a celebração de termos de compromisso e com as multas aplicadas às instituições que descumprem as regras da autorregulação são totalmente revertidos para ações na área de educação.

“Desenvolvemos iniciativas com dois focos: de um lado, queremos conhecer melhor o comportamento da população e dos investidores em relação ao dinheiro para, de outro, poder munir esse público com informações mais adequadas e eficientes. O objetivo é sempre contribuir para tomadas de decisão mais conscientes”, explica Ana Leoni, nossa superintendente de Educação e Informações Técnicas.

De acordo com Guilherme Benaderet, superintendente de Supervisão de Mercados, “também buscamos ações que auxiliem os profissionais no cumprimento da autorregulação, evitando que novas irregularidades aconteçam. Assim, de uma forma ou de outra, todos os valores obtidos com a supervisão das regras retornam para o próprio mercado”.

Para o mercado

Um exemplo de ação voltada aos profissionais foi o lançamento de quatro cursos gratuitos sobre as regras dos códigos: introdução à autorregulação; administração fiduciária; gestão de recursos; e distribuição de fundos pelo próprio gestor. As aulas estão no MAP (Módulo de Aprendizagem e Publicações), uma área nova dentro do SSM – sistema utilizado para troca de informações com as instituições que seguem as regras. Somando os quatro cursos, foram mais de 2.500 aprovações desde maio de 2018, quando foi lançado, até abril deste ano.

Também foram publicados os primeiros vídeos de uma série a respeito de temas escolhidos pelos profissionais na própria plataforma de cursos. Os temas foram precificação de ativos; crédito privado; e enquadramento da carteira de fundos. Para este ano, estão previstas produções sobre credenciamento de fundos e certificação de profissionais. Todo o material do MAP é gratuito e está disponível também na versão mobile. Esse conteúdo serve como importante auxílio para as instituições cumprirem as regras e a se adaptarem às novas normas do Código de Administração de Recursos de Terceiros, lançado em abril do ano passado.

Para auxiliar na adaptação aos novos códigos de Administração de Recursos e de Distribuição, foram feitos dois webinares abordando os principais pontos e tirando dúvidas do mercado sobre as regras. Os vídeos foram disponibilizados no MAP e no canal da ANBIMA no YouTube, assim como o conteúdo de outro webinar, que aborda o convênio firmado com a CVM para aproveitamento da autorregulação de fundos.

Sobre os investidores

Em 2018, desenvolvemos a pesquisa Raio X do investidor brasileiro com mais de 3,3 mil pessoas para entender os hábitos de poupança e investimento das pessoas. Desenvolvido em parceria com o Datafolha, o levantamento mostrou que mais da metade da população não conhece e não aplica em produtos de investimento. O material teve ampla repercussão na imprensa, com grandes reportagens nos principais canais de televisão, jornais impressos e sites de notícias do país. Assim, o levantamento resultou num importante fomento ao debate sobre educação financeira, disseminando informação sobre o tema para as pessoas que investem e que querem investir. A pesquisa será repetida anualmente e já conta com a edição de 2019.  

Para os investidores

Para entender como as pessoas investem e, especificamente, o que elas entendem sobre fundos, foi elaborada uma pesquisa qualitativa em parceria com a consultoria Na Rua. O estudo mapeou 150 pessoas que guardavam dinheiro nas cidades de São Paulo e do Recife e, dessas, selecionou 15 que para entender se elas investiam e em quais produtos aplicavam. Entre outros achados, o levantamento mostrou que os fundos não são conhecidos como produtos de investimento e as pessoas não sabem ao certo sobre seu funcionamento.

+ Painel do Congresso de Fundos discute como as pessoas investem em fundos

Os resultados mostraram que é preciso atuar com foco em simplificação da linguagem e da abordagem dessa modalidade de investimento. É preciso tornar mais fácil a identificação dos fundos como um produto de investimento acessível para as pessoas concretizarem seus objetivos de vida.

Outra iniciativa, o curso Como Investir em Você, voltado para universitários, ganhou uma segunda edição – Seja um investidor. O piloto foi finalizado com 129 alunos em novembro do ano passado e as aulas foram abertas para todos em março de 2019. São três módulos de conteúdo e um simulador de investimentos que traz objetivos como viagem dos sonhos, casamento, aposentadoria, compra de um carro e uma pós-graduação no exterior.

O programa também foi expandido com dois novos parceiros. O CIEE (Centro de Integração Empresa Escola), que oferecerá as aulas para 10 mil estagiários, e o Grupo Laureate (dono de universidades como FMU e Anhembi Morumbi), que levará o conteúdo para estudantes por todo o país, em Manaus, Natal, Pernambuco, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador. Junto às outras universidades que ofereciam o curso, foram mais de 28 mil aprovados no Como Investir em Você até dezembro de 2018.

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