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O cenário brasileiro sob três perspectivas

Cora Rónai, Jorge Caldeira e Ricardo Sennes falaram sobre o futuro político-econômico do Brasil em bate-papo com Porchat

O encerramento do 10º Congresso ANBIMA de Fundos de Investimento, realizado em São Paulo, nos dias 24 e 25 de abril, contou com bate-papo comandado pelo apresentador Fabio Porchat. Três entrevistas foram conduzidas por ele com leveza e bom humor.

Na cadeira dos entrevistados, estiveram o economista e comentarista político Ricardo Sennes; o doutor em Ciências Políticas e escritor, Jorge Caldeira; e a jornalista Cora Rónai.

No primeiro bate-papo, Jorge Caldeira, enfatizou as características que o levam a acreditar que o Brasil dará certo sempre. “É uma economia grande, a sociedade é aberta e as estruturas democráticas são sólidas”, afirmou.

Para ele, a polarização das últimas eleições é um movimento que sempre existiu, mas ganhou destaque graças à velocidade da internet, que não abre espaço para decisões complexas. “É natural radicalizar positivamente ou negativamente um fato. O novo é que as reações ocorrem em tempo real e têm um alcance que antes não existia”, disse.

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Ricardo Sennes (cientista política), Jorge Caldeira (historiador) e Fábio Porchat (apresentador)

Na sequência, Ricardo Sennes destacou a fragmentação eleitoral, fenômeno que, para ele, atrapalha o desenvolvimento do país. “Não é a polarização, mas esse embate das elites distribuídas em bancadas que paralisa as decisões. Quem move a economia de fato, que são os informais, não tem representatividade alguma no Congresso”, afirmou.

Ele disse que as reformas necessárias para a economia voltar a crescer serão aprovadas com base em interesses locais, que não contemplam as necessidades nacionais. “Fora do jogo de ideais, o processo decisório é sempre o mesmo, apesar da troca de governos”, afirmou.

Na última entrevista, Cora Rónai falou a Porchat sobre o impacto das fake news nas eleições. “Não as vejo como fator de grande influência. Sempre existiram, mas eram chamadas de boato, fofoca, calúnia. É um nome chique que deram para algo muito antigo e que está diretamente ligado à desinformação de cada um”, disse.

Para ela, se nem um fato real consegue mudar o que as pessoas pensam, não é uma notícia falsa que provocará mudanças. “Ela só reafirma um desejo já interiorizado”, reforçou.

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A jornalista Cora Rónai comentou o impacto das fake news ao redor do mundo

No encerramento, os entrevistados responderam a Porchat sobre suas apostas para o cenário político-econômico daqui a quatro anos. Caldeira brincou com o fato de projeções serem coisa de economistas; enquanto Sennes acredita que pouco progresso deve ocorrer. “Estaremos todos mobilizados em torno de soluções emergenciais porque a economia não se abriu para as grandes questões globais”, disse.

 

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