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Ofertas de ações no primeiro semestre são recorde para o período desde 2002

A retomada das ofertas de ações é o grande destaque do mercado de capitais no primeiro semestre de 2019. De acordo com dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), foram emitidos R$ 29,3 bilhões no período, sendo R$ 4,5 bilhões em IPOs (Ofertas Iniciais de Ações) e R$ 24,8 bilhões em follows-ons (ofertas subsequentes de ações). O montante já supera o valor total emitido em 2018 (R$ 11,3 bilhões) e é o melhor resultado para o primeiro semestre desde o início da série histórica da ANBIMA, em 2002.

“O segundo trimestre foi bastante aquecido e promissor para a renda variável, já refletindo as expectativas positivas do mercado sobre a reforma da previdência. Com a notícia de ontem, de aprovação na Câmara dos Deputados em primeiro turno, renovamos nosso otimismo quanto a novas emissões de ações nos próximos semestres”, diz José Eduardo Laloni, vice-presidente da ANBIMA.

A participação dos fundos de investimento na compra de ações também deu um salto: passou de 26,6%, em 2018, para 50%, em 2019. A alta se deve à procura dos investidores por diversificação e retornos mais altos nos fundos, especialmente de ações e multimercados. O movimento estimula os gestores a buscarem cada vez mais esses papéis.

Os bons resultados das ofertas de ações se refletiram no balanço do ano. No primeiro semestre, as empresas brasileiras movimentaram R$ 212,6 bilhões no mercado de capitais (incluindo operações locais e internacionais), o que representa alta de 23% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o volume chegou a R$ 172,6 bilhões. As debêntures também se destacaram, com R$ 84,6 bilhões em emissões entre janeiro e junho (contra R$ 77,5 bilhões no ano passado). Os prazos destes papéis foram alongados: a parcela de vencimento até três anos caiu de 36,4% para 15,8%, enquanto as faixas de quatro a seis anos e de sete a nove anos subiram nove e doze pontos percentuais, respectivamente.

Entre as demais operações de renda fixa, os fundos imobiliários avançaram 40%, passando de R$ 8,3 bilhões para R$ 11,6 bilhões. Os CRAs (Certificados de Recebíveis de Agronegócio) e as letras financeiras também registraram desempenho positivo com a captação de R$ 5,4 bilhões e R$ 6,6 bilhões, respectivamente.

No mercado externo, as operações das companhias brasileiras somaram US$ 12,3 bilhões no primeiro semestre, sendo US$ 12 bilhões em emissões de renda fixa e US$ 300 milhões em renda variável. O total ainda é inferior ao montante do mesmo período de 2018, quando chegou a US$ 12,9 bilhões.

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