<iframesrc=" ns.html?id="GTM-MZDVZ6&quot;" height="0" width="0" style="display:none;visibility:hidden"> A grande caça de talentos – ANBIMA
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2022#07: A grande caça de talentos e a primavera DeFi
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2022

#07: A grande caça de talentos e a primavera DeFi

A grande caça de talentos

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Na medida em que amadurece, e torna-se mais disseminada por diferentes verticais de negócios para além do mercado financeiro, a tecnologia de blockchain começa a encarar um grande shift humano para crescer e prosperar: à alta demanda por talentos financeiros, que já prevalecia anteriormente, agrega-se agora uma grande procura por talentos (em falta) de tecnologia.

E aí um novo problema aparece: a falta de diversidade. Atualmente, para cada 10 postos de trabalho em blockchain, apenas duas ocupantes são mulheres. o argumento é que as empresas estão aumentando seus requisitos de formação e os talentos femininos são escassos. Profissionais com mestrado representam 40% do talento na indústria global de blockchain. O nível geral de formação é relativamente alto e, quanto mais especializadas as posições se tornam, maiores são os requisitos

Essas são algumas das conclusões de um estudo recente feito pela corretora de criptomoedas OKX em parceria com o LinkedIn. O estudo utilizou amostras de base de dados de talentos exclusivos do LinkedIn e abrange mais de 10 setores relevantes do segmento, incluindo criptografia, computação quântica, livros distribuídos (distributed ledger technology, ou DLT), mecanismos de consenso, protocolos de consenso, criptomoedas, contratos inteligentes (smart contracts), teoria dos jogos e aplicativos descentralizados. No total a amostra da pesquisa abrangeu 180 países, analisando o movimento de oferta e demanda entre janeiro de 2019 a junho de 2022.

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A indústria de blockchain está mudando sua natureza de altamente financeira para altamente técnica”, aponta o relatório. “Ela utilizará totalmente a combinação de atributos técnicos e financeiros do blockchain para se desenvolver gradualmente em uma parte importante da economia digital.”

Na combinação atual, segundo o estudo, 19% das pessoas em blockchain são talentos financeiros, seguidos por 16% de talentos em engenharia da computação. Pessoas ligadas a desenvolvimento de negócios, tecnologia da informação e vendas têm fatias iguais de 6% cada.

A principal razão por trás da alta demanda por talentos técnicos é que a indústria blockchain está em um estágio inicial de desenvolvimento e uma grande quantidade de infraestrutura precisa ser construída. Ao mesmo tempo, a própria indústria de blockchain é de natureza altamente tecnológica, e o progresso científico e tecnológico não pode ser alcançado sem talento técnico.

Vale destacar algumas descobertas importantes do estudo:

  •  As posições mais procuradas são traders de criptomoedas, engenheiros de software, analistas, analistas de suporte e gerentes de contas – que tendem a receber uma remuneração relativamente maior.
  • O número total de membros do LinkedIn que trabalham na indústria de blockchain cresceu 76% ano a ano até junho. Os EUA têm o maior número de pessoas especializadas (crescimento de 60%), seguidos pela Índia (122%) e China (12%).
  • A China tem o maior problema: sua base de talentos visíveis cresceu apenas 12%, enquanto que a demanda por esses talentos no país aumentou 60%. EUA, China e França são os três principais países do mundo em demanda por talentos em blockchain.
  • O Brasil teve o terceiro maior crescimento na oferta de posições na indústria de blockchain: 518%. Antes dele vem a Espanha, em primeiro lugar, com crescimento de 609%, seguida do Canadá, com 560%. 
  • A permanência de talentos é curta (tempo médio de 1,2 anos), a rotatividade é alta e a troca de talentos se dá principalmente entre empresas do mesmo setor (o popular “roubo de talentos”).
  • O desequilíbrio da diversidade de gênero em blockchain fica abaixo da indústria de internet e da indústria financeira, que é de 6:4 em ambas.

O estudo apresenta alguma conclusões importantes:

  • O aumento contínuo na demanda por talentos tornou-se inevitável. As empresas devem trabalhar ativamente na construção de um banco global de recursos de talentos para criar um forte pool de especialistas.
  • O talento técnico está no centro do foco e da demanda do setor, por isso é importante fortalecer a atração de talentos em casa e no exterior e nutrir adequadamente as habilidades e o potencial dos principais talentos.
  • Com a alta rotatividade de talentos, é urgente atualizar visão e valores corporativos para segurar profissionais.
  • O aumento dos seus requisitos acadêmicos para talentos exige das empresas uma redefinição dos seus padrões de busca para acompanhar a inovação do setor e manter a diversidade.

 Para o seu radar

 Problema de diversidade 1: Menos de 5% de founders de startups em criptoeconomia são mulheres, segundo estudo da Crypto Head.

 Problema de diversidade 2: Nos EUA, só 26% de pessoas que possuem criptomoedas são mulheres. 

Para assistir: a cientista da computação e CEO da Near Foundation, Marieke Flament explica como resolver o gap de gênero na Web3