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Íntegra

Juros americanos e resiliência inflacionária limitam retornos dos índices em abril

Em abril, as carteiras dos títulos públicos marcadas a mercado – refletidas pelo IMA (Índice de Mercado ANBIMA) registraram valorização de 0,54% contra 1,57% em março. Essa menor valorização decorreu da performance dos títulos com prazos mais longos, que após se recuperarem, a partir da segunda quinzena de março, voltaram a registrar retornos abaixo dos papéis de menor duração.

Em março, o IMA-B5+ (carteiras com NTN-Bs acima de 5 anos) e o IRF-M1+ (títulos pré-fixados acima de um ano) avançaram após a sinalização do Banco Central de encerrar o ciclo de alta de juros em maio. A partir de abril, entretanto, houve um aumento da aversão ao risco dos investidores diante das indicações do FED em aumentar o ritmo de elevação dos juros de 0,25% para 0,50% combinado com os resultados do IPCA e IPCA-15 no período, que estiveram bem cima do previsto pelo mercado.

IMA-B5_ e IRF-M 1_.png

 

Com as revisões para cima das projeções de inflação (o Grupo Macroeconômico elevou a previsão do IPCA de 2022 de 6,3% para 7,9%), os preços dos títulos pré-fixados foram ajustados de forma a capturar esse movimento ao longo de abril. A inflação implícita (somatório do prêmio de risco de inflação com a expectativa inflacionária) para o prazo de um ano embutida nos papéis pré-fixados elevou-se de 6,56% no dia 01/04 para 7,30% em 29/4, o que se refletiu em um aumento das taxas e consequente redução dos preços. Dessa forma, o IRF-M1+ recuou 0,53% no mês, a maior perda mensal desde outubro do ano passado. Já o IMA-B5+ manteve-se praticamente estável com variação de 0,08%. 

Entre os ativos de menor duração, o destaque ficou para o IMA-B5 (carteira de NTN-Bs até 5 anos) que apresentou a maior variação em abril, 1,56%, resultado que tornou esse índice o de melhor desempenho no ano, ultrapassando o IMA-S, que valorizou 0,69% no mês. Os papéis prefixados com prazo até um ano, o IRF-M1 (carteira de pré-fixados até um ano), registraram ganho de 0,75% no período.

Entre os títulos corporativos, o destaque em abril foi o IDA-IPCA ex-infraestrutura (carteira de debêntures indexados ao IPCA ex-infraestrutura) que registrou retorno de 1,32%, seguido do IDA-IPCA com 1,11%. O IDA geral (total das carteiras de debêntures marcadas a mercado) que contempla esses dois subíndices avançou 1,07% e 4,24% no mês e no ano, respectivamente.