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Captações ultrapassam R$ 400 bi em 2021

O mercado de capitais registrou R$ 45,3 bilhões em ofertas no mês de setembro e agora soma volume de R$ 404,8 bilhões em 2021.  Restando três meses para o fim do ano, o volume de emissões no mercado doméstico é 8,8% superior ao total emitido em 2020. As ofertas em análise e em andamento somam ainda R$ 21 bilhões.

As debêntures captaram R$ 17,9 bilhões em setembro e responderam por 64,4% das emissões de renda fixa no mês. Com pouco mais de R$ 155 bilhões captados em 2021 – mais do que o dobro do mesmo período de 2020, essas ofertas já são 27% maiores do que o observado em todo o ano passado e caminham para superar os R$ 184,5 bilhões emitidos em 2019. Caso isso se confirme, será o maior volume registrado por esses ativos em um ano, desde 2015. As principais destinações dos recursos levantados pelas debêntures em 2021 são para capital de giro (26,5%) e investimento em infraestrutura (20,7%), e os maiores detentores das ofertas continuam sendo os intermediários e demais participantes ligados à oferta (45,1%), seguidos pelos fundos de investimento (36,7%).

Chama atenção a mudança do perfil de prazo das emissões de debêntures. Entre janeiro e setembro deste ano, 41,7% das emissões possuem vencimento entre quatro e seis anos – em 2020 a participação desses títulos era de 31%. Os papéis que vencem em até três anos, que antes somavam 33,9%, agora são 26%. Por fim, os títulos que vencem em dez anos ou mais, que eram 16,8% em 2020, atualmente representam 21% das ofertas. Este aumento de prazo torna-se mais relevante justamente por ocorrer em um período de maior volatilidade do mercado. Debentures - Prazo medio.png

Os CRIs tiveram bom desempenho em setembro e registraram volume de R$ 3,5 bilhões – a segunda maior captação feita por essas ofertas no ano. Vale também destacar os CRAs que, com R$ 2,1 bilhões no mês, praticamente dobraram o valor registrado em agosto.

Na renda variável, as emissões somaram R$ 15 bilhões, dos quais R$ 12,1 bilhões são provenientes de IPOs (ofertas públicas iniciais) e R$ 2,9 bilhões são de follow-ons (ofertas subsequentes de ações). Com este resultado, as ações atingiram o montante de R$ 123,7 bilhões em 2021 e já garantem o melhor ano para a renda variável desde 2015. Os maiores subscritores dessas ofertas continuam sendo os fundos de investimento (47,4%) e os investidores estrangeiros (36%).Acoes - Subscritores.png

No mercado externo, foram registradas cinco operações de renda fixa que juntas somaram US$ 2,75 bilhões em captações.