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Mercado de capitais registra volume de R$ 213,3 bilhões no ano com destaque para a renda variável

As emissões de mercado de capitais registraram em agosto uma captação de R$ 27,7 bilhões, o que corresponde a uma redução de 18,3% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano o volume registrado foi de R$ 213,3 bilhões, 17,3% abaixo do ocorrido no mesmo período do ano anterior. As ofertas que estão em andamento e em análise registram volumes esperados de R$ 8,5 bilhões e R$ 4,5 bilhões até o momento, respectivamente, e o último desconsidera o volume das ofertas de debêntures e ações. O ambiente de baixa taxa de juros e menor volatilidade em relação ao início do ano vem estimulando emissões de renda variável e de instrumentos relacionados à securitização e produtos estruturados, dando um novo perfil ao segmento neste segundo semestre.

 

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As operações de renda variável (ofertas iniciais + ofertas subsequentes de ações) já representam 29,1% do total emitido em 2020. Em agosto ocorreram três IPOs, totalizando 09 operações no ano, quase o dobro do ano anterior (05 operações), além de 01 IPO em andamento e diversas outras operações em análise na CVM. No ano, o total de emissões primárias foi de R$ 35,1 bilhões e nas distribuições secundárias foi registrado volume de R$ 27,1 bilhões. Se for mantida essa proporção, será a primeira vez desde 2017 que as emissões primárias superarão as distribuições secundárias de ações no ano.

 

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As emissões relacionadas à securitização vêm mostrando uma performance resiliente a um ambiente de volatilidade e incerteza que marcou os últimos meses. Em 2020, o total de emissões de CRI, CRA, FIDC e FII foi de 67,3 bilhões, 27,0% acima do mesmo período de 2019 e já representam 31,6% das emissões deste ano. O grande destaque são os FIIs que captaram 27,4 bilhões, um crescimento de 44,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As debêntures, apresentaram elevação de 72,9% nas emissões em relação ao mês anterior, o correspondente a um volume de R$ 10,2 bilhões. Além disso, esses ativos mantém a maior parcela em relação às emissões de 2020, com 30,4% do total. Apesar da recuperação neste mês, o perfil da distribuição das debêntures continua concentrada na carteira dos intermediários e participantes ligados à oferta, que detém 79,9% do total das emissões, seguidos dos fundos de investimentos, com 13,3% do total colocado. Da mesma forma, o direcionamento desses recursos vem sendo alocado para o capital de giro (35,0%) e para o refinanciamento de passivo das empresas (34,2%, considerando também a recompra ou o resgate de debêntures de emissão anterior).

Por fim, no mercado externo, não ocorreram negócios em agosto, nem de renda fixa e renda variável, fato que não acontecia desde maio.