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Mercado de capitais registra volume recorde de captação

O mercado de capitais doméstico registrou captação de R$ 268,9 bilhões em 2019 (até setembro), 42% superior ao volume captado, R$ 189,5 bilhões, no mesmo período do ano passado. Esse resultado é o maior da série histórica, mesmo na comparação com os dados de janeiro até dezembro dos anos anteriores. As debêntures mantêm-se a parcela mais representativa desse montante, com 45,5% do total – o equivalente ao volume de R$ 122,3 bilhões.

Os investidores institucionais são os principais demandantes nas ofertas públicas de debêntures, com 60,6%, seguidos das instituições coordenadoras das ofertas, com 35,5%. O refinanciamento dos passivos representa o maior montante da destinação dos recursos das emissões, com 44,3% (incluindo nessa parcela a recompra ou resgate de debêntures de emissão anterior), seguido do financiamento do capital de giro, com 29%. O prazo médio das emissões até setembro está em 5,7 anos, inferior ao observado no mesmo período do ano passado (6,2 anos).

 

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Em 2019, a oferta subsequente de ações (follow-on) foi a modalidade de captação que mostrou o maior ritmo de crescimento no mercado de capitais doméstico. Até setembro, o volume emitido foi de R$ 53,1 bilhões contra apenas R$ 111 milhões no mesmo período do ano passado. A perspectiva de reduções adicionais de juros a partir de maio, conjugada com a venda de ações por parte de grandes detentores, sobretudo no caso das estatais, vem impulsionando as captações nesse segmento.

 

Graf_Acoes.jpg

 

O volume emitido dos fundos de investimentos imobiliários até setembro de 2019 foi de R$ 23,1 bilhões contra R$ 11,2 bilhões do mesmo período em 2018, correspondendo a um aumento de mais de 100%. As pessoas físicas são os maiores detentores nas ofertas públicas desse instrumento, com 49,4%. O crescimento dos fundos de investimentos imobiliários reflete-se na maior participação de outros ativos, como os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), lastreados em investimentos imobiliários, dos quais muitos fazem parte da carteira desses próprios fundos.

Até o fechamento das captações no final de setembro, o volume mensal de emissões foi de R$ 14,3 bilhões, queda de 40,4% em relação a agosto. Os fundos de investimentos imobiliários registraram a maior participação no montante emitido, com 27,9%, seguidos das operações follow-on, com 22,4% do total.