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Mercado de capitais registra captação de R$ 150 bilhões no primeiro semestre

 

Em semestre atípico em função da pandemia, o mercado de capitais registrou no período captação de R$ 150,1 bilhões contra R$ 173,8 do primeiro semestre do ano passado, uma queda de 13,6%. As debêntures registraram a maior parcela do total captado, com 32,4%, seguidas das distribuições secundárias de ações (follow-ons), com 21,7%. Em junho, a captação do segmento foi de R$ 23,9 bilhões contra R$ 10,6 bilhões em maio – crescimento de mais de 100%.

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Neste semestre, o ambiente de incerteza comprometeu o ritmo das emissões e impactou o perfil das colocações no período, reforçando a necessidade de caixa no curto prazo e títulos de prazo mais curto. As emissões de notas promissórias, títulos de prazos mais curtos, foram relevantes, sobretudo no primeiro momento da crise, e representaram 12,6% no semestre contra 5,7% no primeiro semestre de 2019.  Somente em abril, a parcela destes títulos foi de 39% do volume captado naquele mês.

As emissões de debêntures no semestre registraram volume de R$ 48,6 bilhões, uma queda de 50% em relação ao que foi captado no mesmo período de 2019. Neste período, 87% dos recursos das ofertas públicas foram para os intermediários e demais participantes das ofertas. Os fundos de investimentos, que no primeiro semestre do ano passado eram detentores de 59,3% do volume ofertado, tiveram sua participação reduzida para 9%. Vale mencionar que esse perfil já era observado no início deste ano, antes da pandemia, e estava relacionado aos impactos das reduções adicionais dos juros no mercado de renda fixa.

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Vale destacar que houve redução dos prazos das debêntures ofertadas neste período. Os papéis até três anos representaram 44,9% contra 18,2% do primeiro semestre de 2019, em detrimento, neste mesmo período, das emissões entre quatro e seis anos, que caíram de 46,3% para 18%. Em junho, as emissões de debêntures representaram 41,2% do volume total, o correspondente a R$ 9,9 bilhões, 55,3% acima do mês anterior.

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No mercado de ações, as emissões no ano representaram 24,6% do total emitido, o correspondente a um volume de R$ 36,9 bilhões, contra R$ 24,2 bilhões do mesmo período de 2019. As ofertas subsequentes de ações foram as de maior volume no segmento de renda variável, com montante de R$ 32,6 bilhões, mesmo sem que tenha ocorrido nenhuma operação dessa natureza entre março e maio deste ano. Nas ofertas primárias (IPO), o volume foi de R$ 4,3 bilhões, bem acima do registrado no primeiro semestre do ano passado, que foi de R$ 772 milhões.

A expectativa de crescimento das emissões de renda variável, em um contexto no qual as taxas de juros estão em sucessivos patamares mínimos históricos, estará correlacionada com a perspectiva de crescimento da economia e com a demanda dos investidores em alocar recursos no segmento. Em junho, foram registradas somente operações de ofertas subsequentes (follow-ons), no valor de R$ 5,4 bilhões.

Vale destacar que as operações estruturadas de fundos de investimentos imobiliários se mostraram resilientes à conjuntura econômica adversa e registraram captação no período de R$ 18, 2 bilhões, 51,8% acima do ocorrido no primeiro semestre do ano passado (R$ 12 bilhões), o que indica o potencial de crescimento que o segmento apresenta, diante da possibilidade de uma recuperação econômica no médio e longo prazo.

No mercado externo, ocorreram 13 operações no semestre, sendo somente uma de renda variável. O mercado de renda fixa apresentou volume de US$ 14,8 bilhões e o de renda variável registrou R$ 1,2 bilhão. Os destaques foram as emissões de bônus soberano e da Petrobrás ocorridas em junho, que registraram volumes de US$ 3,5 bilhões e US$ 3,3 bilhões, respectivamente.