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Boletim de Fundos de Investimentos

Queda dos juros favorece aplicações em multimercados

Os resultados da indústria de fundos em 2017 – com destaque para o marco atingido de R$ 4 trilhões de Patrimônio Líquido e da captação líquida recorde desde o início da série histórica em 2002 - refletiram o ano positivo para a indústria. A captação líquida até novembro foi de R$ 231,9 bilhões, com destaque para a classe Multimercados e Renda Fixa que captaram respectivamente R$ 91,7 bilhões e R$ 67,7 bilhões.

A expressiva queda dos juros ocorrida ao longo do ano favoreceu as aplicações, sobretudo nos multimercados, e permitiu a diversificação na alocação de recursos. Eventos como a captação líquida positiva dos fundos de ações (R$ 10,1 bilhões até novembro), o que não ocorria desde 2013, ilustra   esse movimento. Os tipos Multimercado Macro e Renda Fixa Duração Baixa Grau de Investimento apresentaram o melhor desempenho da indústria com captações de R$ 30,9 milhões e R$ 25.9 bilhões, respectivamente.

Entretanto o resultado de novembro não foi em linha com a tendência positiva observada ao longo do ano. A captação líquida foi negativa na ordem de R$ 20 bilhões, o que em certa medida, ratifica os movimentos sazonais de saída de recursos esperadas no segundo semestre. Os fundos renda fixa duração livre grau de investimento e Multimercados Livre registraram captações líquidas negativas de R$ 5,6 bilhões e R$ 5,1 bilhões.

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Ainda em novembro, em termos de rentabilidade, observou-se uma queda em boa parte dos tipos de fundos de renda fixa e Multimercados. Essa redução decorreu da performance negativa dos títulos de médio e longo prazo no período, o que fez o IMA-Geral, índice que reflete a carteira de títulos públicos marcada a mercado, registrar taxa de 0,0 % no mês (VEJA AQUI O BOLETIM DE RENDA FIXA).  O resultado mensal não compromete a trajetória positiva no ano. Entre os tipos mais representativos, destacam-se o Fundo de Renda Fixa Indexados (11,34%) e o Multimercados Macro (12,59%). Entre os fundos de ações, os resultados são mais expressivos, sobretudo os tipos Ações Valor/Crescimento, Ações Índice Ativo e Ações Livre que variaram no ano, 23,84%, 21,91% e 21,81%, respectivamente.

A participação do varejo e varejo alta renda representou 63% das captações dos fundos de renda fixa no ano, indicando a expressiva alocação de recursos das pessoas físicas nesta classe. Entre os multimercados, o segmento private correspondeu à 53% da captação, porém a parcela correspondente ao varejo e varejo alta renda (11%) indica uma maior disposição ao risco em um contexto em que a taxa Selic atinge o seu patamar mínimo histórico e que a busca pelo retorno vai exigir dos investidores uma diversificação no perfil das carteiras.

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