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Boletim de Mercado de Capitais

Queda de emissões em setembro não reverte a boa performance no ano

Em setembro, a manutenção de um ambiente de incerteza entre os investidores voltou a comprometer o mercado de capitais, que registrou um total de R$ 6,5 bilhões em emissões de títulos contra R$ 18 bilhões em agosto, o que corresponde à uma queda mensal de 64,0%.  As emissões de debêntures e Notas Promissórias representaram 93% deste total. Não foram registradas emissões de Letras Financeiras e CRA e nem de operações de renda variável (as últimas foram IPOs em abril, no valor de R$ 6,8 bilhões).

Os resultados de setembro não foram suficientes para reverter a performance positiva do mercado de capitais no ano. Até setembro, o volume total emitido foi de R$ 169 bilhões contra R$ 136 bilhões do mesmo período do ano anterior, o que equivale a um aumento de 24%. Já é o segundo maior volume de emissão desde 2012 e representa 79% de todo volume emitido no ano passado.

 

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Até setembro de 2018 as operações com debêntures já ultrapassaram todas as emissões deste título em 2017 – R$ 108 bilhões contra R$ 96 bilhões, respectivamente. Deste total, 47,0% têm como objetivo o refinanciamento do passivo (incluindo a recompra ou resgate de debêntures de emissão anterior) e 23,4% ao financiamento do capital de giro. A maior parte destas colocações foram através da Instrução nº 476 (98,2%), o equivalente à 199 operações no ano. Entre os subscritores das ofertas públicas de debêntures, os investidores institucionais são responsáveis por 57,3% das emissões em 2018, participação inferior ao mesmo período do ano passado (65,6%), porém bem acima do histórico de períodos anteriores.

As captações de debêntures de infraestrutura através da Lei nº 12.431 totalizaram R$ 15,8 bilhões no ano, correspondente à 39 operações, volume três vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Os investidores institucionais também foram os maiores subscritores nas ofertas destes papéis com 46,7% do total. As pessoas físicas, investidores com isenção de imposto de renda nessas aplicações, apresentaram uma menor participação e adquiriram 17% do volume total, contra 38,5% no mesmo período do ano passado.

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