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Indústria de fundos alcança R$ 4,5 trilhões de patrimônio líquido

Multimercados respondem por mais da metade dos aportes no ano

A indústria brasileira de fundos de investimento alcançou R$ 4,5 trilhões de patrimônio líquido, volume 9,8% maior que os R$ 4,1 trilhões alcançados no fim do ano passado. De acordo com nosso Boletim de Fundos, a diferença entre os aportes e resgates de janeiro a outubro ficou em R$ 76,6 bilhões.

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Os multimercados continuam na liderança da captação líquida, com R$ 42,7 bilhões até outubro, o que representa 56% do total da indústria. Na sequência, aparecem os fundos de ações, com R$ 19,7 bilhões, e os de previdência, com R$ 16 bilhões. A classe de renda fixa, que dominou os ingressos em 2017, segue em queda e apresenta resgates de R$ 3,5 bilhões no ano.

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Na rentabilidade, o tipo Renda Fixa Duração Alta Soberano (fundos que investem exclusivamente em títulos públicos federais de longo prazo) foi o que trouxe os maiores retornos, com 5,35% no mês e 11,09% no acumulado do ano. O valor acompanha o IMA-B 5+, índice que reflete os preços das NTN-Bs com validade acima de cinco anos, que chegou a 11,58% em 2018. “A rentabilidade positiva alcançada pelos fundos de renda fixa foi influenciada pela diminuição das incertezas no mercado externo e, principalmente, no mercado doméstico devido ao fim do processo eleitoral. O cenário mais claro reduziu os prêmios de risco nos papéis de longo prazo, principalmente naqueles acima de cinco anos”, explica Carlos André, nosso vice-presidente.

Os multimercados também tiveram destaque na rentabilidade no ano: os tipos Multimercado Long and Short Direcional (que faz operações de ativos e derivativos ligados à renda variável, montando posições compradas e vendidas) e o Long and Short Neutro (que faz operações ligadas à renda variável, com posições compradas e vendidas com o objetivo de manter exposição financeira limitada a 5%) apresentaram rentabilidades de 11,54% e 10,05%, respectivamente.

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