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Millennials buscam inovação, agilidade e customização na hora de investir

ANBIMA Debate abordou a relação da geração Y com os investimentos

Os millennials, ou geração Y, têm entre os valores-chaves aspectos como customização, velocidade, inovação e entretenimento. São características que a indústria de investimentos tem que levar em consideração na hora de interagir com esse público. Essa foi uma das conclusões dos palestrantes do ANBIMA Debate desta quinta-feira, 26, em São Paulo. O evento foi acompanhado por 100 pessoas, entre o público presencial e online.

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Nascidos entre 1980 e 1999 (dependendo da fonte, estas referências mudam), os millennials cresceram na transição do mundo analógico para o digital e têm muita facilidade com a tecnologia. Isso faz com que esses jovens encarem a vida de forma bem diferente da geração X, à qual pertencem os pais deles. Enquanto os pais obedeciam a uma trajetória linear, com um objetivo a ser alcançado, os filhos vivem de forma mais fragmentada. “Os millennials não têm um objetivo, como a casa própria, um carro ou a aposentadoria. Eles entendem que precisam guardar dinheiro e, mesmo que não saibam quando vão usar, separam recursos para aproveitar uma oportunidade no futuro”, comentou Aninha Baraldi, head de customer experience na Vérios.

Como ajudá-los a investir?

Para sensibilizar essa geração que está entrando CB-4302.jpgna vida adulta é preciso encontrar os argumentos certos. “Uma hora, os millennials terão outras responsabilidades que hoje não fazem parte do presente deles”, disse Claudia Krieger (foto), head de investimentos no varejo do Santander, que mediou o debate.

Para auxiliá-los a encontrar um propósito para investir, o discurso da culpa – de que, se não poupar hoje, não se aposentará amanhã – não tem muito apelo. “É uma geração extremamente avessa a autoridade e discursos autoritários”, afirmou Dario Caldas, criador do Observatório de Sinais, escritório de inteligência estratégica e estudos de mercado.

O desafio, então, é trazer o futuro para o presente da geração Y, para que ela entenda que ainda vai viver mais 40/50 anos e precisa se preparar para o que está por vir. Para Aninha, uma boa forma de fazer isso é trazer histórias e casos de outras pessoas, para gerar identificação nesses jovens. “Também é importante disponibilizar ferramentas, como simuladores e calculadoras, mas sempre com um storyline que seja atraente e mostre que é preciso tomar uma direção para o futuro”, explicou.

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A geração Y também valoriza o individualismo e a autonomia. Por isso, se espelha muito na opinião dos seus pares, dos seus iguais, enquanto as outras gerações deixavam a palavra final para a família e para as instituições. “Para saber se um banco é bom, os millennials querem saber a avaliação dos clientes desse banco. Para eles, a opinião compartilhada é muito valiosa”, comenta Dario (foto).

 

Comunicação próxima 

“O jovem típico da geração Y é acostumado a resolver os próprios problemas sozinho. Ele quer sim poder contar com a ajuda de alguém, dividir e conversar, mas é importante lembrar que ele é o protagonista”, explica Bruno Azevedo (foto abaixo), planejador estratégico da consultoria Na Rua. Esses valores devem ser entendidos como prioritários na hora de se comunicar com esse público. “O café com o gerente vai assustar o millennial”, brinca.

Por isso, é importante oferecer ferramentas que economizem o tempo do millennial e que ele possa utilizar sozinho, mas que ofereçam respostas rápidas. Aninha (foto abaixo) conta que, na Vérios, quase a totalidade dos contatos é feita por chat e e-mail. “Dá para passar proximidade sem precisar estar cara a cara. Eles desejam a possibilidade de contato para ‘quando’ eles quiserem utilizá-la”, explica.

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Além do discurso, renovar os produtos

Os palestrantes também comentaram sobre o investimento de impacto. Essa geração valoriza a integridade, mas não necessariamente abre mão da rentabilidade em nome de outros valores.

Como uma geração de transição, ela não recebeu o mundo formatado para ela e precisa se adaptar ao que está disponível. “Os Ys têm o desejo de investir em um produto rentável e bom, socialmente responsável, mas ainda não encontram esse produto pronto”, analisa Bruno.

Em breve, publicaremos no nosso portal um relatório com as principais conclusões do ANBIMA Debate e o vídeo com a íntegra do evento.