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Indústria de fundos em outubro registra queda de R$ 63,05 bilhões em captação líquida

Em outubro, a indústria de fundos exibiu saída líquida de recursos na ordem de R$ 63,05 bilhões, resultado que só fica atrás da captação de abril (queda de R$ 80,5 bilhões) decorrente dos impactos iniciais da pandemia. A captação no ano caiu para R$ 134,84 bilhões, o que ficou abaixo do desempenho do mesmo período do ano passado (250,4 bilhões). Esse movimento pode estar associado às incertezas no curto prazo, como o quadro fiscal e a volatilidade no mercado de ações somados ao aumento recente da inflação corrente em outubro, o que afetou a performance da carteira de títulos públicos prefixada (veja o Boletim de Renda Fixa). As carteiras mais conservadoras do segmento foram as que sofreram o maior impacto.Classes.PNGO destaque da indústria foi a classe de renda fixa, com queda na captação líquida na ordem de R$ 50,87 bilhões em outubro, levando a captação anual para queda de R$ 30,46 bilhões. Entre os tipos da classe, o renda fixa duração baixa grau de investimento, com o maior PL (R$ 514,75 bilhões), se destacou no mês, com redução de captação líquida mensal de R$ 19,22 bilhões, acumulando perda de R$ 170,27 bilhões no ano.

Os multimercados aparecem com entrada líquida mensal de R$ 4,94 bilhões, garantindo a melhor performance do ano entre as classes, com ganho líquido de recursos de R$ 89,41 bilhões em 2020. O tipo multimercados investimentos no exterior, maior PL (R$ 532,51 bilhões), totalizou o melhor resultado em ingresso de recursos líquidos e manteve a segunda posição no acumulado do ano, R$ 2,99 bilhões e R$ 40,37 bilhões, respectivamente.

A classe ações registrou entrada líquida de R$ 0,02 bilhão e R$ 65,96 bilhões, mês e ano, nesta ordem. O tipo ações livre, que agrupa fundos sem o compromisso de concentração em uma estratégia específica, apresentou o melhor resultado em outubro e no acumulado do ano, com captação líquida de R$ 0,63 bilhão e de R$ 43,43 bilhões, nesta ordem.

Em termos de rentabilidade, na carteira de renda fixa, o tipo dívida externa rentabilizou 2,66% no mês, consolidando a maior rentabilidade do ano (47,70%). Por sua vez, o duração baixa grau de investimento, destaque da saída de recursos líquidos no mês da classe renda fixa, rentabilizou 0,16% e 1,84%, mês e ano, respectivamente. Adicionalmente, a menor rentabilidade dos tipos no mês ficou com o renda fixa indexados (0,05%). Enquanto isso, na classe multimercados, o destaque foi para os multimercados balanceados, que obtiveram 0,54% no mês. Por fim, sobre a classe ações, todos os tipos exibiram rentabilidade negativa, exceto o tipo fechado de ações.Dur.baixagraudeinvest.png