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Indústria de fundos já registra captação de R$ 146 bilhões no ano

Em agosto, os fundos de investimento registraram entrada líquida de R$ 66,5 bilhões, acumulando no ano captação líquida na ordem de R$ 146,6 bilhões. As classes multimercados (R$ 71 bilhões) e de ações (R$ 61 bilhões) vêm mantendo as maiores captações da indústria no ano, indicando mais disposição do investidor ao risco na busca de rentabilidade diante do baixo patamar dos juros no curto prazo. Um indicador importante é que, mesmo com o evento da pandemia em 2020, essas classes, multimercados e ações, já captaram mais do que o captado no mesmo período de 2019, R$ 41,4 bilhões e R$ 48,8 bilhões, nesta ordem.Captacaoliq.png

No mês, entretanto, a classe renda fixa registrou a maior captação da indústria em agosto com R$ 44,5 bilhões, mostrando recuperação mais sustentada, já que a maioria dos tipos apresentou resultados positivos. No acumulado do ano, essa classe ainda registra saída líquida de recursos na ordem de R$ 4 bilhões. O tipo renda fixa duração baixa soberano foi o que apresentou o melhor resultado no mês e no acumulado do ano, registrando captação líquida positiva de 25,4 bilhões e R$ 140,5 bilhões, respectivamente.

Já a classe multimercados registrou entrada líquida de R$ 17,1 bilhões em agosto, mantendo a maior captação líquida de 2020, R$ 71 bilhões. Entre os que compõem a classe, o tipo livre, segundo maior PL (R$ 500,36 bilhões), registrou captação líquida de R$ 9,1 bilhões, com captação líquida de R$ 46,6 bilhões até agosto.Captacaoliqtipolivre.png

A classe ações vem em seguida, com captação líquida mensal de R$ 4,4 bilhões. Em 2020, essa classe acumula entrada líquida de R$ 61 bilhões. O tipo ações livre é o de melhor performance, com captação líquida de R$ 2,7 bilhões em agosto e de R$ 38,3 bilhões no ano.

Em relação às rentabilidades, o destaque em agosto foram as carteiras com mandato de investimento no exterior que apresentaram as maiores rentabilidades nas classes de renda fixa (2,5%) e multimercados (2,1%). Na classe de ações, quase todos os tipos apresentaram retornos negativos, refletindo, em alguma medida, a queda do Ibovespa em agosto. A exceção foi o fundo de investimento no exterior, que registrou variação positiva de 0,64%. No ano, a melhor performance é do tipo livre, que é o de maior PL (R$ 222,7 bilhões), com retorno de -4,84% até agosto.