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Com volume recorde, operações com CRAs crescem 193% em 2016

As operações de companhias locais com Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) registraram volume recorde em 2016, de R$ 12,9 bilhões, com crescimento de 193% na comparação ao ano anterior. De acordo com o Panorama ANBIMA, publicado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, esses ativos responderam por 11,8% de toda a captação doméstica de 2016, contra participação de 3,8% em 2015.

De todos os instrumentos do mercado de capitais no segmento de renda fixa e securitização, apenas os CRAs e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) apresentaram no ano passado resultados superiores aos verificados em 2015. Os CRIs concentraram 15,6% do volume das captações domésticas em 2016, com ofertas que somaram R$ 17,1 bilhões. O total representa crescimento de 72,6% em relação ao ano anterior, sendo também o maior volume anual desde o início das captações com o ativo.

Apesar de permanecerem como o instrumento mais utilizado pelas empresas (configuraram 52,1% do total de 2016), as debêntures tiveram queda de 11,6% do volume absoluto das operações em comparação ao ano anterior. O perfil dos ativos refletiu também a conjuntura de 2016: metade das emissões de debêntures no período se concentrou na faixa de até três anos, o que fez com que o prazo médio dos ativos ofertados em 2016 ficasse em 4,4 anos, o menor desde 2010.

As debêntures de infraestrutura registraram alta nas ofertas nos últimos dois meses do ano passado, o que elevou para R$ 4,4 bilhões o resultado dessas operações em 2016. O volume, contudo, está abaixo dos valores registrados em 2014 e 2015, em consonância com a queda observada nas emissões das demais debêntures corporativas no período.

O Panorama ANBIMA destaca ainda que o total captado no ano passado pelas companhias brasileiras com valores mobiliários, nos mercados local e externo, chegou a R$ 178,5 bilhões. O resultado foi influenciado pela concentração de ofertas no mercado local em dezembro, que chegou a R$ 21,6 bilhões, o maior volume mensal de todo o ano, influenciado pelas emissões dos títulos isentos de imposto de renda para pessoas físicas: no mês, foram R$ 7,7 bilhões em CRIs, R$ 4,3 bilhões em CRAs e R$ 1,3 bilhão em debêntures incentivadas (considerando os ativos ainda em processo de distribuição). Com isso, as captações no mercado doméstico responderam pela maior parte do funding das companhias no ano, concentradas especialmente no segmento de títulos de renda fixa e instrumentos de securitização, que foi responsável por 55% de todo o volume de operações em 2016.

Fundos de Investimento

- A valorização e a melhor rentabilidade da carteira dos títulos de renda fixa de maior duration são resultados da expectativa de aceleração no ritmo de queda dos juros, movimento que se intensificou depois da redução de 75 pontos-base anunciada pelo Copom;

- Previdência registrou captação líquida recorde em 2016;

- Mesmo com a melhora da expectativa, o Ibovespa registrou queda de 2,71% em dezembro devido à incerteza política no cenário doméstico e à alta dos juros norte-americanos.

 

Renda Fixa

- Correção dos preços dos ativos no dia seguinte à decisão do Copom alavancou a rentabilidade da família de índices ANBIMA;

- Os subíndices IRF-M 1+ e IMA-B 5+ tiveram rentabilidade acumulada em 2016 de 29,71% e 31,14%, respectivamente;

- O IMA geral fechou o período com alta de 21,07%, inferior apenas ao Ibovespa (38,94%). Dentro da família, o IMA-B5+ acumula quase 62% de alta nos últimos 36 meses;

- O estoque de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) foi o único a superar o volume registrado do ano anterior, com alta de 11,4%;

- Os estoques de Letras Financeiras (LFs) e de Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) marcaram queda de 1,2% em 2016, enquanto o de LCAs (Letra de Crédito Agrícola) teve recuo de 2,3%. As três opções registravam crescimento contínuo dos estoques desde sua criação.
 

O relatório completo pode ser consultado aqui.