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Boletim de Fundos de Investimentos

Indústria de Fundos se mostra resiliente frente às incertezas dos investidores

 

Mesmo em um ano marcado pela forte volatilidade no mercado financeiro a indústria de fundos de investimentos vem se mostrando resiliente, principalmente após os resultados positivos neste terceiro trimestre.  Em setembro, a indústria registrou captação líquida positiva de R$ 7,2 bilhões, acumulando entradas líquidas de R$ 24,9 bilhões e R$ 71,1 bilhões, no trimestre e no ano, respectivamente. A classe Renda Fixa foi a que mostrou o melhor resultado em setembro com captação líquida de R$ 3,6 bilhões, seu segundo mês consecutivo de destaque. A recuperação desta classe de fundos, que registrou significativos resgates ao longo do ano, reflete principalmente a incerteza do cenário econômico e político, tornando o investidor cauteloso nas suas aplicações em um contexto de volatilidade dos principais indicadores do mercado

Esse ambiente de maior aversão ao risco contribuiu para que as captações líquidas na classe Multimercados continuassem abaixo do nível registrado nos últimos meses - em setembro essa classe captou R$ 629,5 milhões. O tipo Investimento no Exterior, que apresenta maior exposição ao cenário econômico, registrou impacto negativo, com saídas de R$ 1,4 bilhões. Seguindo a mesma lógica, a classe Ações obteve saída líquida de R$ 669,5 milhões e não apresentou nenhuma grande movimentação dentro dos tipos que a compõe.

 

Captacao_Liquida_por_Classe_102018.png

A rentabilidade dos tipos ANBIMA de maior representatividade apresentaram retornos moderados, exceto pelos tipos que compõe a classe Ações. Dentro da classe Multimercados o tipo Livre apresentou ganhos de 0,63%, o Investimento no Exterior avançou 0,50% e o Macro 0,36%. Na classe Renda Fixa os tipos Duração Livre Grau de Investimento, Duração Baixa Grau de Investimento e Soberano registraram retornos de 0,51%, 0,46% e 0,39% no mês, respectivamente. Os tipos Ação mais representativos, Ações Investimento no Exterior, que apresenta forte correlação com a taxa de câmbio, e Ações Livre rentabilizaram 1,71% e 1,05%, nesta ordem.

Rentabilidade_por_Tipo_102018.png