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Boletim de Mercado de Capitais

Investidores institucionais apresentam a maior participação nas ofertas públicas de ações desde 2014

Em maio, as estimativas das emissões no mercado de capitais doméstico – que ainda não contam com as ofertas públicas não encerradas – registraram volume de R$ 7,2 bilhões, 77% abaixo do mês anterior. Em 2019, o resultado acumulado está em R$ 93,1 bilhões contra R$ 95,9 bilhões do mesmo período do ano passado, o que corresponde às 272 operações contra 347 do ano anterior.

As debêntures registraram em maio volume 91% abaixo do emitido em abril (R$ 2,2 bilhões contra R$ 24 bilhões). No ano, o total das emissões foi de R$ 52,7 bilhões contra R$ 59,8 bilhões do mesmo período de 2018, o que representa queda de 12%. Todos os papéis foram colocados por meio da Instrução 476, sendo a de maior volume referente a uma emissão do segmento de empreendimentos e participações (R$ 1,2 bilhões), duas de TI e telecomunicações (R$ 0,4 bilhão) e as restantes referentes a saneamento, serviços imobiliários e outros serviços. Até o momento não houve registro de colocação de debênture incentivada, emitida por intermédio da Lei 12.431, no mês.

Os investidores institucionais mantiveram até maio a maior parcela nas ofertas públicas de debêntures, com 73,1% contra 63,1% do mesmo período do ano anterior. Em 2019, esses investidores representaram 75,5% da demanda pelas ofertas de debêntures por meio da Instrução 476 e 37,4% pelas colocações por meio da Instrução 400. Nas ofertas via Instrução 400, as pessoas físicas detêm a maior parcela, com 58,9%.

Nas ofertas públicas de ações, chama a atenção a participação dos investidores institucionais, que em 2019 detêm uma parcela de 47,3% do volume colocado contra 51,9% dos investidores estrangeiros, sendo a maior participação destes investidores nas ofertas desde 2014. Esse movimento é ratificado pelo crescimento desses ativos na carteira dos fundos de investimentos em maio (veja Boletim de Fundos de Investimentos). Na comparação com o mesmo período do ano passado, os investidores estrangeiros detinham 63,6% do total contra 28,1% dos institucionais.

 

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Na comparação com o mesmo período do ano passado, apenas letras financeiras, CRAs (Certificado de Recebíveis do Agronegócio), ofertas de ações (follow-ons) e fundos de investimentos imobiliários registraram aumento no volume emitido.

 

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Nas operações no mercado externo, ocorreram dois negócios com emissões de dívidas da Suzano Celulose, no valor de US$ 1,250 bilhão. No ano o montante é de US$ 10,6 bilhões, ainda abaixo do que foi auferido no mesmo período do ano passado (US$ 12,9 bilhões).