Boletim de Mercado de Capitais

Ofertas de valores mobiliários somam R$ 7,3 bilhões em agosto

As companhias brasileiras captaram R$ 7,3 bilhões no mercado doméstico em agosto. A maior parte das operações foi concentrada em ofertas de notas promissórias, que chegaram a R$ 4,6 bilhões no mês. Esse é o maior volume mensal de captações com notas desde dezembro de 2014, quando as companhias emitiram R$ 5,8 bilhões com esses instrumentos.

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As captações de títulos de prazos mais curtos no mês foram lideradas pela oferta da Natura, que movimentou R$ 3,7 bilhões, mas foram realizadas outras oito operações, com volume médio menor, de R$ 114 milhões. Ainda que o volume tenha sido influenciado pela estratégia de captação de uma única companhia, o número de ofertas pode sinalizar que, com a expectativa de redução mais acentuada das taxas de juros, as empresas estejam optando por instrumentos de curto prazo, visando a troca por dívidas de custos ainda mais baixos nos próximos meses, com possível alongamento dos vencimentos.

Do total do volume captado com notas promissórias em 2017, 70,5% dos recursos foram para companhias de capital aberto, o que representa uma mudança de perfil em comparação a 2016, quando houve equilíbrio entre as captações de companhias abertas (50,3%) e fechadas (49,7%).   

Em todo o ano de 2017, as operações no mercado de capitais doméstico chegaram a R$ 93,3 bilhões, um crescimento expressivo (59%) em comparação ao mesmo período do ano passado. O avanço das ofertas foi puxado pelas ações, 275% superiores às de 2016, seguidas das notas promissórias (154%), FIDCs (153%) e debêntures (32,5%). Os CRIs e CRAs foram os únicos instrumentos que tiveram queda nos volumes captados, de 63% e 1,6%, respectivamente.

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