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Carlos Ambrósio: “iniciamos o mandato em um momento oportuno para o desenvolvimento do mercado de capitais”

Nosso presidente falou sobre as prioridades da nova Diretoria em discurso na cerimônia de posse

A nova Diretoria, composta por Carlos Ambrósio, presidente, e mais 20 executivos, tomou posse em cerimônia realizada nesta quarta-feira, 13, em São Paulo. Participaram do evento autoridades, representantes do governo e de outras entidades de classe nacionais, além de presidentes dos nossos comitês, subcomitês, conselhos e comissões.

Confira o discurso de Carlos Ambrósio na íntegra:

carlos-ambrosio-posse-anbima"Gostaria de iniciar me juntando ao Robert no agradecimento aos presentes. Autoridades e parceiros de mercado.

Sem dúvida, estamos iniciando o mandato em um momento econômico, político e social muito desafiador. Mas, ao mesmo tempo em que é desafiador, oferece a oportunidade para o debate e para a construção de propostas para o desenvolvimento do mercado de capitais.

Mercado de capitais este que envolve desde a estruturação das ofertas de renda fixa ou variável, até a alocação na indústria de fundos. Passando por distribuição, administração e custódia.

Todos os agentes envolvidos nas diferentes fases ou segmentos dessa cadeia são essenciais para o desenvolvimento do mercado de capitas.

Esta Diretoria assume com a tarefa de implementar um plano de ação amplamente discutido durante a gestão do Robert.

Plano que envolve:

  • Acelerar o desenvolvimento do mercado de capitais;
  • Desenvolver propostas de estimulo à poupança de longo prazo;
  • Envolver questões éticas e de conduta na autorregulação;
  • Promover a busca por eficiência e redução do custo de observância.

O mercado de capitais vem mostrando cada vez mais o seu papel relevante no financiamento de longo prazo. Mesmo em um ano com incertezas, já atinge mais de R$ 73 bilhões em emissões.

Fazenda, Planejamento e BNDES têm sido parceiros importantes para esse crescimento.

Temos encontrado neles portas abertas ao debate e à discussão de propostas que contribuam para o desenvolvimento do mercado. Sempre pensando no desafio de suprir a necessidade de financiamento do Brasil.

A atuação do BNDES, como âncora das emissões, e o recém-anunciado programa de investimento para fomentar os fundos de infraestrutura são exemplos disso.

Quero aqui reforçar o nosso total compromisso e a nossa disposição nessa parceria, para que a gente possa avançar o máximo possível até o fim deste ano.

Nessa agenda de desenvolvimento do mercado, temos outro parceiro muito importante, que é a B3.

Em setembro, realizaremos juntos o Congresso Brasileiro de Mercado de Capitais. Lá iremos apresentar um estudo sobre os benefícios que o desenvolvimento do mercado de capitais gera para a sociedade; e a agenda consolidada ANBIMA/B3 de iniciativas para o desenvolvimento do mercado. Também levaremos essa agenda ao governo e aos candidatos à presidência.

Vamos estimular um amplo debate, mas sem deixar de dar atenção às iniciativas de curto prazo. Até o fim deste ano, iremos trabalhar:

  • Na otimização da regulação e da autorregulação de ofertas públicas;
  • Na autorregulação das ofertas restritas 476;
  • E no lançamento da plataforma de dados de mercado de capitais, para fomentar o acesso à informação e facilitar a realização de negócios.

Na indústria de fundos, superamos no ano passado o patamar de R$ 4 trilhões em patrimônio líquido, o que nos coloca como décima primeira maior do mundo.

A regulação e a autorregulação para esse setor são reconhecidas internacionalmente.

Temos uma indústria de fundos que já passou por vários testes, com importantes variações de preços dos ativos. Nossa indústria está preparada para atender às necessidades de diversificação e de sofisticação que o ambiente de baixa taxa de juros demanda.

Visando o saudável crescimento da indústria de investimentos, lançamos recentemente dois novos códigos: o de Distribuição e o de Administração de Recursos de Terceiros. Ambos entram em vigor a partir de janeiro.

Com isso, alteramos o foco da autorregulação do produto para a atividade.

Acreditamos que assim podemos deixar mais claras as responsabilidades dos diferentes participantes do mercado, diminuindo possíveis sobreposições. Podendo gerar ganhos de eficiência e reduções de custos.

Essa mudança deve resultar em uma supervisão ainda mais efetiva. Mas seguimos com o desafio de avançar na interpretação da conduta dos participantes.

Aqui contamos com o apoio da CVM para esse trabalho. Estamos em conversas avançadas com o Marcelo Barbosa para firmarmos o Convênio para aproveitamento de autorregulação na indústria de fundos.

Entendemos que, para viabilizar o financiamento de longo prazo, temos também que trabalhar no estímulo à formação de poupança, o que acreditamos que se viabiliza pela educação financeira e pela qualificação dos profissionais.

Nossos esforços nesse sentido estão voltados para três grandes públicos:

  • Os profissionais do mercado, que passam pela nossa certificação. Hoje já são mais de 500 mil certificados em todo o Brasil;
  • Os investidores, pela produção e disseminação de conteúdo de qualidade;
  • E o público em geral, com o forte apoio a programas de educação financeira.

Atravessar este ano será um desafio, mas que vamos enfrentar com parceiros que nos dão a maior confiança.

Uma equipe econômica que, mesmo em um cenário adverso, está sempre buscando o diálogo para o crescimento.

Quero aqui agradecer ao Guardia, ao Dyogo, ao Grazie e ao Marcelo Barbosa pelo apoio e pela colaboração.

Grazie, quero aproveitar e fazer um agradecimento público ao Banco Central. O BC e a ANBIMA têm uma parceria de quase 40 anos na manutenção do sistema Selic.

Também ao Gilson, da B3, que está conosco em diferentes batalhas.

Quero também agradecer a todos os voluntários que atuam nos comitês, comissões e conselhos da Associação.

Eu e meus colegas da Diretoria contamos com o apoio de todos vocês. Muito obrigado!"

 

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