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    A sustentabilidade ganhou forças e se firmou como prioridade estratégica em muitos mercados ao redor do mundo, com avanços notáveis na regulação, na autorregulação e em iniciativas voluntárias.

    Apesar desse progresso, a transição sustentável ainda enfrenta desafios, como fragmentação regulatória, falta de métricas padronizadas e dificuldade de direcionar capital para mercados emergentes.

    É nesse contexto que realizamos a quarta pesquisa Retrato da Sustentabilidade no Mercado de Capitais, em parceria com o Datafolha.

    Acompanhamos como as instituições financeiras lidam com a agenda ESG e o quanto ela está incorporada na estratégia das organizações. Aqui, você encontra práticas adotadas, barreiras enfrentadas, avanços na governança e o grau de maturidade com que o tema é tratado. Também é possível mapear tendências, comparar perfis de atuação e apoiar o desenvolvimento de políticas, normas e iniciativas da própria Anbima. Para se aprofundar, baixe o relatório completo.

              • Os perfis do mercado

                A sustentabilidade avança em ritmos diferentes entre as instituições do mercado de capitais — e isso não surpreende. Mas qual é a representatividade das instituições em cada estágio de evolução? Para capturar as diferenças de tratamento do tema e traçar um retrato da relação do mercado com a sustentabilidade, dividimos as instituições em cinco perfis de maturidade ESG, com base em respostas sobre percepções, estrutura e práticas.

                Essa segmentação não considera o tipo ou o porte da instituição, mas sim a forma como cada uma entende e aplica a sustentabilidade no dia a dia.

                os cinco perfis do mercado os cinco perfis do mercado os cinco perfis do mercado os cinco perfis do mercado os cinco perfis do mercado

              • iMPORTÂNCIA EM ALTA

                O mercado financeiro continua dando muita importância para a sustentabilidade, mas com nuances entre as instituições. Enquanto parte delas está cada vez mais engajada e avança para práticas mais robustas e complexas, outro grupo apresenta dificuldades para evoluir ou se mostra menos interessado.

                Em 2025, a média geral de importância dada à sustentabilidade ficou em 7,9, uma nota alta, ainda que com leve queda em relação aos 8,2 registrados na edição anterior.

                As instituições que deram nota máxima caíram 2 pontos percentuais. Os resultados indicam que a sustentabilidade segue como tema valorizado pelas instituições, ainda que haja uma leve mudança nas percepções – o que pode refletir uma abordagem mais crítica ou ponderada sobre o tema.

                gráfico sobre a distribuição de cargos baseado em gênero e raça

              • imagem para baixar a pesquisa atualizada
              • ZOOM NAS GESTORAS

                As assets merecem uma análise à parte: além de representarem 74% do total de instituições entrevistadas, elas participaram das duas primeiras edições da pesquisa, o que nos permite fazer uma análise mais ampla e entender a evolução das práticas ESG no segmento. Elas também lidam com particularidades regulatórias: ao contrário dos bancos, não estão sujeitas a certas exigências normativas, o que faz com que os avanços em ESG dependam de decisões voluntárias, como adesão à autorregulação,ou pressões de mercado

                Assim como no restante do mercado, as diferenças no tamanho das instituições influenciam as posturas que adotam em ESG. As casas com carteiras maiores aparecem nos perfis mais avançados — emergente e engajado — e contam com estruturas mais bem definidas para a gestão da sustentabilidade. Já as de menor porte enfrentam mais desafios para institucionalizar o ESG e aparecem principalmente nos perfis iniciado e distante.

                imagem sobre a avaliação sobre o engajamento do mercado em diversidade e inclusão

                Ativos com avaliação ESG

                Segue crescendo a parcela das gestoras que tem mais da metade dos ativos sob gestão com avaliação ESG: elas avançaram de 27%, em 2018, para 41% em 2021 e 47% em 2025. Também é possível medir a incorporação do ESG por outro indicador: quatro em cada dez gestoras disseram ter excluído ou deixado de investir em algum papel por questões ESG nos últimos 12 meses. O comportamento é mais comum entre as casas engajadas (56%) e entre as que têm patrimônio acima de R$ 500 milhões (52%).

                imagem com gráfico ilustrando o que move o mercado de capitais em diversidade e inclusão

                imagem com gráfico ilustrando o que move o mercado de capitais em diversidade e inclusão

              • TENDÊNCIAS

                Duas em cada três instituições (68%) acreditam que a sustentabilidade ganhará muito mais ou um pouco mais de relevância nos próximos 12 meses, ao passo que 28% acreditam que a importância não vai mudar e apenas 3% creem que o tema perderá um pouco de importância na instituição.

                O movimento pode sinalizar uma consolidação da agenda, em que a adesão ao ESG está mais relacionada a um reconhecimento pragmático, ou seja, a um compromisso regulatório, reputacional ou estratégico.

                image das tendencias para a importancia do esg

                No dia a dia

                Essa percepção de importância se reflete em ações práticas, uma vez que muitas das casas fazem planos para aprofundar a atuação nos próximos 12 meses:

                imagem para as notas de relevancia