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Alta da inflação inverte trajetória histórica dos títulos públicos

A alta da inflação neste ano, em patamar acima do que era esperado pelo mercado, puxou para baixo os preços dos títulos públicos, impactando os resultados do IMA (Índice de Mercado ANBIMA, da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), que acompanha a performance desses papéis. Com a piora do cenário inflacionário, o ciclo de alta da taxa de juros obrigou o mercado a reprecificar os papéis que estavam em suas carteiras, reduzindo preços (elevando as taxas) e, por consequência, suas rentabilidades. O movimento alterou a trajetória histórica do IMA: nos últimos dez anos, o índice acumula valorização de 164,45%, acima da registrada no mesmo período pela Selic, de 125,86%, e pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), de 75,5%; enquanto em 2021 (até 31 de agosto) o retorno negativo do IMA, de -0,37%, fica abaixo dos dois indicadores (Selic em 2,07% e IPCA em 5,45%).

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O aumento do prêmio de risco da inflação embutido nas taxas dos papéis, reflexo da persistência da alta do IPCA mesmo após o ciclo ascendente da Selic, contribuiu para uma redução ainda maior dos preços dos ativos. Os títulos públicos de prazos mais longos, e que por isso, exigem maior magnitude nos ajustes dos seus preços, foram os mais prejudicados: o IMA-B5+, que acompanha as NTN-Bs com vencimentos acima de cinco anos, apresenta desvalorização de 5,44% no ano. Entre os prefixados com prazos maiores do que um ano, refletidos pelo IRF-M1+, a baixa é de 5,18%.
 

Sobre a ANBIMA

A ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa mais de 270 instituições de diversos segmentos. Dentre seus associados, estão bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset managements, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento. Ao longo de sua história, a Associação construiu um modelo de atuação inovador, exercendo atividades de representação dos interesses do setor; de regulação e supervisão voluntária e privada de seus mercados; de distribuição de informações que contribuam para o crescimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais; e de educação para profissionais de mercado, investidores e sociedade em geral.