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Imprensa

Alta do dólar eleva rentabilidade dos fundos multimercado macro

São Paulo, 7 de agosto de 2015 – Os fundos multimercado macro foram o grande destaque em rentabilidade da indústria de fundos em julho, com retorno de 4,99%, segundo o boletim ANBIMA de fundos de investimento divulgado nesta sexta-feira (7). O tipo aposta na valorização da moeda norte-americana e em investimentos no exterior.

“Em um momento de volatilidade dos mercados, as estratégias indexadas a câmbio, inflação e juros, tendem a acompanhar o movimento de alta. Os fundos multimercados podem se apresentar como uma alternativa interessante, no entanto, tem que estar alinhados ao planejamento financeiro e adequado ao perfil dos investidores dispostos a correr mais riscos por maiores retornos, não sendo indicado para quem tem maior aversão a riscos e com perfil conservador”, afirma o vice-presidente da ANBIMA, Carlos Massaru, que destaca ainda que as decisões do investidor devem sempre ser alinhadas com o API (Análise do Perfil do Investidor) e não por movimentações da indústria pontuais.

O elevado patamar da taxa de juros continuou favorecendo as rentabilidades dos fundos conservadores Referenciado DI (1,19%) e Curto Prazo (1,17%), enquanto a elevação da meta para a taxa Selic no final do período afetou a curva de juros de longo prazo, o que se refletiu na menor valorização do tipo Renda Fixa Índices (0,69%).

Apesar do recuo de 4,17% do Ibovespa, fundos de Ações com gestão ativa, como os tipos Livre (0,34%) e Ibovespa Ativo (0,36%), apresentaram retornos positivos. Não obstante as boas rentabilidades apresentadas no período, as categorias Multimercados (R$ 8,7 bilhões) e Curto Prazo (R$ 5,7 bilhões) lideraram os resgates em julho, quando a indústria registrou saída líquida de R$ 11,2 bilhões. Os resgates observados nessas categorias foram concentrados, respectivamente, em fundos pertencentes aos segmentos Corporate e Poder Público.

Ao que tudo indica, o movimento reflete necessidades específicas destes investidores. Já a categoria Referenciado DI foi destaque em captação líquida (R$ 7,1 bilhões), boa parte concentrada em fundos do Varejo. Com o resultado, a captação líquida acumulada no ano pela indústria recuou de R$ 33,5 bilhões para R$ 22,3 bilhões no último mês. As categorias Previdência (R$ 22,9 bilhões) e Referenciado DI (R$ 22,7 bilhões) lideram o ingressos de recursos em 2015, enquanto as categorias Multimercados (R$ 24,6 bilhões) e Ações (R$ 10,8 bilhões) apresentam os maiores resgates líquidos no período.

Sobre a ANBIMA

A ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa as instituições que atuam nos mercados financeiro e de capitais brasileiros. Faz parte do quadro associativo um número heterogêneo de membros que atuam em diversos segmentos.

Dentre os mais de 290 associados figuram bancos comerciais e múltiplos, de investimento, gestores e administradores de fundos, corretoras e distribuidoras de valores mobiliários e gestores de patrimônio. Com o objetivo de contribuir para o fortalecimento das instituições e do mercado, a Associação organizou sua atuação em torno de quatro compromissos: representar os interesses dos associados, autorregular as atividades dos mercados representados, contribuir para a qualificação dos investidores e profissionais e prover informações sobre os segmentos representados.

INFORMAÇÕES PARA IMPRENSA

Giselli Souza – giselli.souza@anbima.com.br / (11) 3471-4246

Marineide Marques – marineide.marques@anbima.com.br / (11) 3471-5283

Lucas Lucena – lucas.lucena@anbima.com.br / (11) 3471-5237

Sobre a ANBIMA

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa um ecossistema de cerca de 1.500 instituições de diversos segmentos, entre associados e instituições que seguem os códigos de autorregulação da entidade. São bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset managements, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento. Ao longo de sua história, a associação construiu um modelo de atuação inovador, exercendo atividades de representação dos interesses do setor; de autorregulação e supervisão voluntária e privada de seus mercados; de distribuição de informações que contribuam para o crescimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais; e de educação para profissionais de mercado, investidores e sociedade em geral.