ANBIMA e BNDES firmam convênio de cooperação para desenvolvimento do mercado de renda fixa
A ANBIMA (Associação Brasileiras das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) firmaram na última sexta-feira um acordo de cooperação para o desenvolvimento do mercado de capitais.
O acordo foi assinado durante o 5º Seminário ANBIMA de Renda Fixa e Derivativos de Balcão, em São Paulo, e tem o objetivo de reunir e sforços para desenvolver especialmente o segmento de renda fixa privada no país.
Para Denise Pavarina, presidente da ANBIMA, o convênio consolida o relacionamento de longa data entre as duas entidades. “O BNDES, como um importante agente no financiamento de longo prazo no país, terá uma contribuição muito importante na nossa discussão de iniciativas que incentivem os mercados primário e secundário de renda fixa de longo prazo”, afirma ela.
O convênio contará com um grupo de trabalho permanente entre as duas entidades, que analisará e discutirá temas comuns com o intuito de estimular as captações no mercado de capitais. Além disto, as entidades contarão com um intercâmbio de informações, principalmente em relação ao segmento de renda fixa.
Outra frente prevista no acordo é o acesso do BNDES ao Sistema REUNE ANBIMA, no qual poderá registrar suas negociações de debêntures realizadas no mercado secundário. “Com a participação de um significativo player como BNDES, o Sistema REUNE ganha maior representatividade no retrato das negociações do mercado secundário”, afirma Denise.
A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa um ecossistema de cerca de 1.500 instituições de diversos segmentos, entre associados e instituições que seguem os códigos de autorregulação da entidade. São bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset managements, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento. Ao longo de sua história, a associação construiu um modelo de atuação inovador, exercendo atividades de representação dos interesses do setor; de autorregulação e supervisão voluntária e privada de seus mercados; de distribuição de informações que contribuam para o crescimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais; e de educação para profissionais de mercado, investidores e sociedade em geral.