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ANBIMA modifica classificação dos Fundos de Ações, Cambiais, Previdência e FIDCs

A ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) anuncia hoje nova classificação para os Fundos de Ações, Cambiais, de Previdência e de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs).

No caso dos Fundos de Ações, as mudanças implicam no encerramento dos tipos “Ações Setoriais Telecomunicações”, “Ações Setoriais Energia”, “Ações Setoriais Livre”, “Ações Setoriais Privatização Vale – Recursos Próprios” e “Ações Setoriais Privatização Petrobras – Recursos Próprios”. Todos os fundos presentes nesses tipos migrarão para o tipo "Ações Setoriais”.

O mesmo acontece com o novo tipo “Ações FMP  -  FGTS”, que receberá todos os fundos dos tipos “Ações Setoriais Privatização Petrobras  -  FGTS”, “Ações Setoriais Privatização Vale  -  FGTS” e “Ações Privatização FGTS -  Livre”, que foram encerrados.

Os tipos “Cambial Dólar” e “Cambial Euro” também tiveram sua classificação simplificada. Os fundos desses dois tipos passarão a compor o novo tipo “Cambial”. Além disso, houve alteração do nome do tipo PIBB para “Fundos de Índices – ETF”.

Previdência
Em conjunto com a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), a ANBIMA também alterou a classificação dos fundos de Previdência, visando aumentar a transparência com relação a suas respectivas carteiras e alinhar a classificação dos fundos aos planos geradores de benefícios oferecidos no mercado.

Os fundos que contém ações serão enquadrados em tipos que esclarecem a quantidade de renda variável na carteira daquele fundo. Criam - se assim os tipos “Previdência Balanceados – até 15”, ou seja, com até 15% de ações na carteira, “Previdência Balanceados – de 15 a 30”, para aqueles produtos que tenham de 15 a 30% de ações na carteira e “Previdência Balanceados – acima de 30”, que receberá fundos que tenham de 30 a 49% de renda variável em sua composição.

Os fundos que não declararem a porcentagem de ações que contêm serão enquadrados no tipo “Previdência Multimercados” e os que não possuem nenhuma parcela de renda variável entram no tipo “Previdência Renda Fixa”. Este tipo, especificamente, recebe todos os fundos dos tipos encerrados “Previdência Referenciado DI” e “Previdência Renda Fixa Médio e Alto Risco”.

A nova classificação ganha ainda o tipo “Previdência Data - Alvo”, para receber aqueles fundos que possuem compromisso de redução da exposição a risco em função do prazo a decorrer para a respectiva data de início do pagamento dos benefícios (data - alvo).

Há ainda o tipo “Previdência Ações”, cujos fundos têm sua carteira composta apenas por renda variável, mas não são comercializados para investidores finais. São produtos formados para terem suas cotas vendidas para outros fundos de previdência aberta.

Os recém - criados tipos dos Fundos de Previdência receberão os fundos que compunham os tipos encerrados “Previdência Balanceados”, “Previdência Multimercados sem Renda Variável” e “Previdência Multimercados com Renda Variável”.

FIDCs
No caso dos FIDCs, a nova classificação divide em quatro tipos os fundos que antes estavam agrupados na mesma categoria. O critério de divisão considera o setor de atuação que originou os recebíveis do produto em questão. Assim, foram criados os tipos “FIDC Fomento Mercantil”, para aqueles que possuem direitos a receber de Factoring, “FIDC Financeiro”, “FIDC Agro, Indústria e Comércio” e “FIDC Outros”, este último para receber FIDCs que não se enquadrem em nenhuma das outras categorias ou ainda que tenham direitos creditórios de dois ou mais tipos mencionados acima.

As mudanças foram propostas pelos Subcomitês de Base de Dados e de FIDC da ANBIMA, e têm por objetivo aprimorar e racionalizar a classificação de fundos da Associação, sempre com o intuito de oferecer informação de qualidade ao mercado e aos investidores, e contribuir para aprimorar a transparência da indústria de fundos brasileira. A nova classificação entra em vigor no dia 3 de janeiro.

Sobre a ANBIMA

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa um ecossistema de cerca de 1.500 instituições de diversos segmentos, entre associados e instituições que seguem os códigos de autorregulação da entidade. São bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset managements, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento. Ao longo de sua história, a associação construiu um modelo de atuação inovador, exercendo atividades de representação dos interesses do setor; de autorregulação e supervisão voluntária e privada de seus mercados; de distribuição de informações que contribuam para o crescimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais; e de educação para profissionais de mercado, investidores e sociedade em geral.