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Carteira de títulos públicos tem desvalorização de 0,41% em agosto

Em agosto, a carteira de títulos públicos representada pelo IMA-Geral teve desvalorização de 0,41%. Entre janeiro e agosto, a queda foi de 0,37%. O índice da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) acompanha um conjunto de papéis que espelham a composição da dívida pública interna brasileira, levando em consideração a marcação a mercado. Os resultados negativos são consequência tanto das pressões inflacionárias, que ficaram acima do que o mercado previa, quanto das incertezas fiscais.

Títulos públicos: reflexos no longo prazo

Os maiores impactos foram observados nos subíndices IMA-B5+ e IRFM-1+, que reúnem títulos de longo prazo. No caso do IMA-B5+, cuja carteira reflete papéis indexados à inflação com prazo acima de cinco anos, a queda no mês foi de 2,22%, ampliando a desvalorização no ano (5,44%). Já o IRFM-1+, que espelha títulos prefixados acima de um ano de vencimento, recuou 1,11% no mês, chegando a perdas de 5,18% no ano. “As carteiras só não desvalorizaram ainda mais porque o cenário externo positivo, com juros reais baixos, serviu como contraponto às incertezas internas”, avalia Hilton Notini, gerente de Preços e Índices.

Por outro lado, o ciclo de aumentos da taxa básica de juros para controlar a inflação manteve a atratividade dos títulos indexados à Selic diária. O índice que reúne a carteira das LFTs, o IMA-S, teve os melhores resultados do mês (0,44% de valorização) e no crescimento acumulado do ano (2,13%).

As carteiras de prazo mais curto também tiveram variações positivas. O IMA-B5, que mostra o comportamento dos títulos atrelados à inflação com até cinco anos de prazo, registrou aumento de 0,15% (no mês) e 1,47% (no ano). O IRFM-1, subíndice dos títulos prefixados de até um ano de vencimento, teve alta de 0,36% (no mês) e 1,37% (no ano).

Títulos corporativos: destaque para o curto prazo

O IDA-Geral, índice que espelha o comportamento da dívida privada em debêntures, variou 0,44% em agosto. O destaque ficou por conta dos papéis indexados à taxa de curtíssimo prazo. O subíndice IDA-DI, cuja carteira reúne debêntures indexadas ao DI diário, teve 0,73% de rendimento, acumulando ganhos de 4,53% em 2021. O melhor desempenho de janeiro a agosto ficou por conta do IDA-IPCA ex-Infraestrutura, com 4,83% no período e 0,67% no mês. O IDA-IPCA Infraestrutura, que reflete as debêntures de infraestrutura em mercado, teve queda de 0,06% no mês. Já no acumulado do ano, o subíndice apresentou rendimento positivo de 2,44%.

Confira as estatísticas completas no Boletim de Renda Fixa de agosto.

Sobre a ANBIMA

A ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa mais de 270 instituições de diversos segmentos. Dentre seus associados, estão bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset managements, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento. Ao longo de sua história, a Associação construiu um modelo de atuação inovador, exercendo atividades de representação dos interesses do setor; de regulação e supervisão voluntária e privada de seus mercados; de distribuição de informações que contribuam para o crescimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais; e de educação para profissionais de mercado, investidores e sociedade em geral.