<img height="1" width="1" style="display:none" src="https://www.facebook.com/tr?id=1498912473470739&amp;ev=PageView&amp;noscript=1">
  • Empresas fiscalizadas.
  • Trabalhe Conosco.
  • Imprensa.
  • Fale Conosco.

Imprensa

Com R$ 361,8 bilhões em ofertas, mercado de capitais encerra o 1° semestre de 2026 com volume recorde

As captações realizadas no mercado de capitais totalizaram R$ 361,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, marcando o melhor resultado para o período em toda série histórica da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), iniciada em 2012. O montante representa um aumento de 9,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Considerando todas as captações, o período registrou 1.513 operações, uma alta de 13%.

As ofertas de renda fixa tiveram maior peso, contabilizando R$ 288,8 bilhões. No entanto, as emissões de híbridos, que somam FIIs (fundos imobiliários) e Fiagros (Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais), registraram recorde, com R$ 39,5 bilhões e R$ 8,3 bilhões em emissões e crescimento de 103,9% e 288,3%, respectivamente. 

“Com instabilidade no ambiente externo e com um bom prêmio correlacionado à taxa de juros, a composição das ofertas foi diversificada, com um avanço significativo de instrumentos híbridos e a retomada da renda variável. O crescimento do número de emissões evidencia um amadurecimento do mercado”, afirma Cesar Mindof, diretor da Anbima.
 

HÍBRIDOS E AÇÕES
 

Destaques do período, os títulos híbridos bateram recorde no primeiro semestre de 2026 somando R$ 47,8 bilhões em captação, puxado principalmente por pessoas físicas e fundos de investimento. Na comparação com o mesmo período do ano anterior o volume subscrito de pessoas físicas saltou de R$ 9,7 bilhões para R$ 20,7 bilhões, um crescimento de 114,3%, enquanto fundos de investimento tiveram desempenho ainda mais expressivo, passando de R$ 6 bilhões para R$ 18,9 bilhões, alta de 215%. O avanço da participação dos fundos entre os subscritores das ofertas também se reflete na participação total, atingindo 39,6% no primeiro semestre de 2026 ante 28% na primeira metade de 2025.
 

renda variável voltou a ganhar força em 2026, com o primeiro IPO depois de um período de jejum, e já supera em 62,5% todo o volume de 2025. Os follow-ons (ofertas subsequentes de ações) alcançaram R$ 22,2 bilhões no primeiro semestre. No total, foram oito ofertas, o dobro do mesmo período em 2025.


RENDA FIXA
 

O volume de debêntures somou R$ 169,8 bilhões no primeiro semestre, um recuo de 12,1% em relação ao mesmo período em 2025, mas com acréscimo no número de operações, passando de 268 para 278 nos primeiros seis meses de 2026. Puxado por energia elétrica, com 52,9% do total, as debêntures incentivadas representaram 38,3% do total captado no período, patamar praticamente estável frente aos 38,6% do primeiro semestre de 2025, mas em níveis historicamente recordes. 
 

Já no mercado secundário, o volume negociado de debêntures cresceu 20,6% e atingiu R$ 494,6 bilhões no primeiro semestre de 2026. As emissões de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) somaram, respectivamente, R$ 20,3 bilhões e R$ 7,1 bilhões, com retração de 15,8% e 50,4% ante o mesmo período de 2025.
 

As notas comerciais chegaram a um número de operações inédito para o primeiro semestre, considerando a série histórica, somando 123 operações[IS1.1], 43% maior na comparação com 2025, mas com recuo de 11,4% no valor captado nas ofertas. As emissões de FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) somaram R$ 53,1 bilhões em 559 operações. 
 

“Os dados do semestre evidenciaram a maturidade do mercado brasileiro, que demonstra solidez e capacidade de avançar em diferentes cenários. A diversificação de ofertas mostra como as companhias têm possibilidade de acessar diferentes instrumentos que se adequam ao ambiente econômico global e doméstico.”, destaca Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima.


MERCADO EXTERNO
 

No mercado internacional, o primeiro semestre de 2026 marcou o melhor desempenho para o período desde 2014, totalizando US$ 24,8 bilhões em recursos captados. As emissões do governo brasileiro, que representaram 58,9% do total, somaram US$ 14,6 bilhões, puxando o total para cima. Captações de instituições financeiras e empresas registraram US$ 2,5 bilhões e US$ 7,7 bilhões, respectivamente, mostrando relativa estabilidade em relação a períodos anteriores. 

Sobre a ANBIMA

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa um ecossistema de cerca de 1.500 instituições de diversos segmentos, entre associados e instituições que seguem os códigos de autorregulação da entidade. São bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset managements, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento. Ao longo de sua história, a associação construiu um modelo de atuação inovador, exercendo atividades de representação dos interesses do setor; de autorregulação e supervisão voluntária e privada de seus mercados; de distribuição de informações que contribuam para o crescimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais; e de educação para profissionais de mercado, investidores e sociedade em geral.