Congresso de Fundos: Gestores devem incentivar poupança dos investidores
Os gestores de fundos precisam ajudar osinvestidores a poupar cada vez mais cedo, aplicar uma fatia maior da renda e alongar os horizontes de aplicação. A orientação é do economista, filósofo e escritor Eduardo Giannetti, também professor do Insper, que fez a palestra de encerramento do 7ºCongresso ANBIMA de Fundos de Investimento, hoje, em São Paulo (SP). Giannetti falou sobre o bom momento econômico do paíse como essa fase pode ter reflexos positivos na indústria de fundos, que cresceu 67,5% nos últimos quatro anos.
“O Brasil conseguiu conquistar uma robustez macroeconômica com capacidade para absorver choques externos, como a crise mundial de 2008, e garantiu mobilidade social a 40 milhões de habitantes, que saíram da linha de pobreza”, diz. “A recessão nos atingiu em um momento forteno mercado doméstico, com alto nível de emprego, políticas sociais e acesso ao crédito”.
Apesar disso, ele destacou a importância de o brasileiro poupar mais e por mais tempo devido ao atual cenário de desaquecimento da economia e à recente alta da inflação. A participação do economista encerrou o 7º Congresso ANBIMA de Fundos deInvestimento.
Para Robert van Dijk, vice-presidente da ANBIMA e diretor de Wealth Management do Banco Votorantim, o evento conseguiu, em dois dias, reunir a indústria em torno da discussão de temas importantes ao mercado como novos marcos regulatórios, agenda tributária e educação financeira. “Uma das conclusões mais importantes desse encontro foi a necessidade de uma permanente educação financeira”. O congresso reuniu 1.111 participantes.
A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa um ecossistema de cerca de 1.500 instituições de diversos segmentos, entre associados e instituições que seguem os códigos de autorregulação da entidade. São bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset managements, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento. Ao longo de sua história, a associação construiu um modelo de atuação inovador, exercendo atividades de representação dos interesses do setor; de autorregulação e supervisão voluntária e privada de seus mercados; de distribuição de informações que contribuam para o crescimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais; e de educação para profissionais de mercado, investidores e sociedade em geral.