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Congresso de Fundos: Novos produtos demandam atuação ativa dos reguladores em todo o mundo

A regulação dos fundos de investimento no mundo tem que se adaptar ao surgimento de novos produtos financeiros ao mesmo tempo em que acompanha o desenvolvimento de novas tecnologias. Esta é a síntese das apresentações de Joseph Pretlow Savage da Finra (Autoridade Regulatória da Indústria Financeira dos Estados Unidos) e Marc Saluzzi, da Alfi (Associação da Indústria de Fundos de Luxemburgo), que participaram do painel “Regulação e autorregulação: Desafios para o aperfeiçoamento da indústria de fundos nos próximos anos”, no 7º Congresso ANBIMA de Fundos de Investimento, realizado hoje em São Paulo.

Savage citou a comunicação entre gestores de fundos de investimento e seu público por meio das redes sociais Twitter e Facebook como um exemplo de desafio que os reguladores devem enfrentar.

“É preciso proteger principalmente os pequenos investidores,” disse Savage. A Finra acompanha de perto o desenvolvimento de novos produtos que a indústria cria, como os Exchange Traded Funds (ETFs ou fundos de índices). “Temos que ter certeza que o mercado de ETFs está bem regulado e monitorado no país”, afirmou o vice-presidente  da Finra.

Saluzzi, presidente da Alfi, disse que regulamentar todos os setores da indústria é muito importante para fortalecê-la. “Precisamos saber o que afeta os canais de distribuição dos fundos”, exemplificou Saluzzi.

A importância da regulamentação dos canais de vendas na Europa é criar uma indústria que não apresente riscos para os investidores, disse Saluzzi. “Uma indústria [de fundos] totalmente liberada seria um desastre para os consumidores,” afirmou o presidente da Alfi.

Sobre a ANBIMA

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa um ecossistema de cerca de 1.500 instituições de diversos segmentos, entre associados e instituições que seguem os códigos de autorregulação da entidade. São bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset managements, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento. Ao longo de sua história, a associação construiu um modelo de atuação inovador, exercendo atividades de representação dos interesses do setor; de autorregulação e supervisão voluntária e privada de seus mercados; de distribuição de informações que contribuam para o crescimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais; e de educação para profissionais de mercado, investidores e sociedade em geral.