Crescimento econômico depende de avanços na agenda de reformas, afirma ministro da Fazenda em encontro na ANBIMA
Avançar na agenda das reformas político-econômicas é o que manterá o Brasil no caminho do crescimento sustentável, declarou Eduardo Guardia, ministro da Fazenda. Ele participou nesta sexta-feira, em São Paulo, de uma reunião com a Diretoria da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e com o Comitê Macroeconômico da Associação.
“O Brasil passou por uma crise bastante profunda e está superando essa recessão. É importante nos mantermos no caminho do crescimento amparado nas reformas econômicas”, afirmou Guardia, em conversa com a imprensa logo após o encontro. Ele lembrou da previsão de 3% de crescimento do PIB (produto interno bruto) para 2018 e reafirmou a importância das reformas também para a geração de empregos – o que, aliado à inflação baixa, permite a melhora da qualidade de vida das pessoas.
De acordo com o ministro, uma das prioridades do governo para este ano é viabilizar a capitalização da Eletrobras. “Precisamos de uma Eletrobras forte, capitalizada e com condições de fazer investimentos no futuro”, disse. Segundo ele, a privatização das distribuidoras de energia elétrica também está em discussão.
Risco de crédito
De acordo com Guardia, o governo atua em duas frentes na agenda de crescimento: uma é para ampliar o acesso a crédito das famílias, já que o consumo delas é essencial para movimentar a economia. Uma das iniciativas que pode contribuir para isso, segundo o ministro, é o cadastro positivo, um registro do histórico de pagamento das contas das pessoas físicas, que existe em diversos países e está em discussão na Câmara dos Deputados. A outra frente busca reduzir o risco de crédito para as pequenas e médias empresas por meio do registro das duplicatas eletrônicas, outro projeto em andamento.
A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa um ecossistema de cerca de 1.500 instituições de diversos segmentos, entre associados e instituições que seguem os códigos de autorregulação da entidade. São bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset managements, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento. Ao longo de sua história, a associação construiu um modelo de atuação inovador, exercendo atividades de representação dos interesses do setor; de autorregulação e supervisão voluntária e privada de seus mercados; de distribuição de informações que contribuam para o crescimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais; e de educação para profissionais de mercado, investidores e sociedade em geral.