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Empresas receberam R$ 607,7 bilhões dos FIPs até o 1º semestre de 2026

Os FIPs (Fundos de Investimento em Participações) acumularam R$ 748,5 bilhões de capital comprometido até o final do 1º semestre de 2026. Do total, R$ 607,8 bilhões, ou seja, 81,2% já foram aportados em empresassegundo a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Os investidores estrangeiros foram responsáveis por 50,5% do valor comprometido pelos FIPs, enquanto os locais ficam um pouco atrás, com 49,5%.

“Os FIPs vêm ocupando um papel cada vez mais estratégico no financiamento da economia real. Ao direcionar capital, inclusive estrangeiro, para empresas de diferentes setores, esses produtos ajudam a viabilizar novos projetos e empregos no país, movimentando a economia”, afirma Julya Wellisch, nossa diretora. Só em 2025, as empresas investidas pelos FIPs criaram 943 mil novos empregos.

No 1º semestre de 2026, 589 companhias receberam recursos dos FIPs, 10% a menos que o registrado no mesmo período de 2025. O setor de bens de capital respondeu por 34% das empresas, seguido por energia (19%) e serviços administrativos (14%). Na comparação com o 1º semestre do ano anterior, o número de empresas investidas em bens de capital recuou 14% e, em serviços administrativos, 22%. Em energia, por outro lado, o número ficou praticamente estável, com alta de 1%.

Entre os setores que ampliaram sua presença nos seis primeiros meses de 2026, destacaram-se construção, indústria digital e atacado, com altas de 53%, 20% e 250%, respectivamente. Juntos, os três setores representam 17% do total de empresas.
+ Todos os dados estão disponíveis no dashboard de FIPs do ANBIMA Data.

Sobre a ANBIMA

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa um ecossistema de cerca de 1.500 instituições de diversos segmentos, entre associados e instituições que seguem os códigos de autorregulação da entidade. São bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset managements, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento. Ao longo de sua história, a associação construiu um modelo de atuação inovador, exercendo atividades de representação dos interesses do setor; de autorregulação e supervisão voluntária e privada de seus mercados; de distribuição de informações que contribuam para o crescimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais; e de educação para profissionais de mercado, investidores e sociedade em geral.