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Fundos de investimento têm captação líquida positiva de R$ 13,9 bilhões em outubro

Os fundos de investimento registraram captação líquida positiva de R$ 13,9 bilhões em outubro, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). O resultado representa uma desaceleração em relação a setembro, quando o saldo foi de R$ 36,6 bilhões. No acumulado do ano, as entradas líquidas totalizam R$ 165,8 bilhões.

O desempenho do mês foi impulsionado pelos fundos de renda fixa, que continuam se beneficiando do patamar elevado da taxa de juros brasileira — atualmente no nível mais alto em quase duas décadas. Essa classe registrou captação líquida de R$ 18,7 bilhões, abaixo dos R$ 52,5 bilhões observados no mês anterior.

Os fundos de renda fixa do tipo duração livre crédito livre, que podem alocar mais de 20% da carteira em títulos de crédito de médio e alto risco, lideraram os aportes, com captação líquida de R$ 19 bilhões.

Acesse os dados completos

Em outubro, os fundos multimercados registraram captação líquida de R$ 1,5 bilhão, revertendo parte das saídas de R$ 2,2 bilhões em setembro. Já os fundos de ações reduziram o ritmo de resgates, com saídas de R$ 2,1 bilhões, ante R$ 3,7 bilhões no mês anterior. No acumulado do ano, ambas as categorias seguem com saldo negativo: R$ 55,5 bilhões nos multimercados e R$ 52,8 bilhões nos fundos de ações.

“A decisão do Copom de manter a Selic elevada continua favorecendo a estratégia conservadora dos fundos de renda fixa. Ao mesmo tempo, a percepção de que o ciclo de alta dos juros chegou ao fim e de que cortes podem estar mais próximos estimulam a recuperação de fundos mais arrojados, como os multimercados”, afirma Pedro Rudge, diretor da Anbima.

Entre os demais fundos, os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) registraram resgates líquidos de R$ 2 bilhões e os fundos de previdência tiveram saídas de R$ 4,5 bilhões. Já os FIPs (Fundos de Investimento em Participações) tiveram entradas líquidas de R$ 1,1 bilhão.

Rentabilidade

• Renda fixa: destaque para os fundos de dívida externa, com ganhos de 1,5% no mês. Estes fundos aplicam em títulos do governo brasileiro emitidos no exterior.

• Multimercados: os fundos long and short neutro, que lucram com a diferença de desempenho entre os ativos, independentemente da direção do mercado, lideraram rendendo 2,08%.

• Ações: os fundos do tipo FMP-FGTS, que permitem o trabalhador usar parte do saldo do FGTS para aplicar em ações de empresas estatais em processo de privatização ou capitalização, tiveram o melhor desempenho, com 3,49% de rentabilidade.

Sobre a ANBIMA

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa um ecossistema de cerca de 1.500 instituições de diversos segmentos, entre associados e instituições que seguem os códigos de autorregulação da entidade. São bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset managements, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento. Ao longo de sua história, a associação construiu um modelo de atuação inovador, exercendo atividades de representação dos interesses do setor; de autorregulação e supervisão voluntária e privada de seus mercados; de distribuição de informações que contribuam para o crescimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais; e de educação para profissionais de mercado, investidores e sociedade em geral.