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Índices longos revertem trajetória de queda no final do mês

Em fevereiro, os resultados dos índices de renda fixa não refletiram a piora da percepção dos investidores quanto ao cenário econômico, decorrente das incertezas em relação à recuperação das contas públicas e da trajetória da inflação. O IRF-1+ (prefixados acima de um ano) e IMA-B 5+ (indexados ao IPCA acima de cinco anos), índices de maior duration e mais sensíveis às variações das expectativas de mudanças nos juros, vinham registrando resultados negativos até 26/2 (-0,67% e -1,87%, respectivamente). Porém, a repercussão favorável do superávit fiscal de janeiro, anunciado em 27/2, foi suficiente para que os ajustes nos preços dos títulos revertessem a trajetória de queda dos índices garantindo retornos positivos no mês de 0,04% para o IRF-M1+ e de 0,17% para o IMA-B 5+. Desta forma, o IMA-Geral apresentou rentabilidade mensal de 0,46%, acumulando retorno de 2,61% no ano.

A maior rentabilidade entre os sub- índices foi a do IMA-B 5 (Carteira de NTN-B até cinco anos), que registrou rendimento de 1,22% no mês. Ao contrário dos sub-índices mais longos, este apresentou trajetória positiva em todo o período, indicando que os prêmios dos vencimentos intermediários podem estar mais atraentes para os investidores. No leilão de 24/2, a taxa média de colocação da NTN-B com vencimento em 15/5/19 foi de 6,22% contra 6,02% na oferta realizada em 10/2. Nas operações do mercado secundário de NTN-Bs, o volume médio de negócios em fevereiro foi de R$ 3,8 bilhões, um crescimento de 30% em relação ao mês anterior. Assim como ocorreu em janeiro, o vencimento mais negociado foi o da NTN-B 15/8/16, que correspondeu a 20% do giro de indexados ao IPCA no período.

Leia o boletim de Renda Fixa na íntegra: http://goo.gl/sQTp7b

Sobre a ANBIMA

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa um ecossistema de cerca de 1.500 instituições de diversos segmentos, entre associados e instituições que seguem os códigos de autorregulação da entidade. São bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset managements, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento. Ao longo de sua história, a associação construiu um modelo de atuação inovador, exercendo atividades de representação dos interesses do setor; de autorregulação e supervisão voluntária e privada de seus mercados; de distribuição de informações que contribuam para o crescimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais; e de educação para profissionais de mercado, investidores e sociedade em geral.