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Mercado de capitais registra recorde no 1º trimestre impulsionado por títulos híbridos e ações

O mercado de capitais movimentou R$ 180,1 bilhões em ofertas encerradas no primeiro trimestre, o maior volume já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). O resultado representa uma alta de 15,7% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e foi impulsionado pelo desempenho dos títulos híbridos e da renda variável. O valor foi distribuído em 689 operações, número 13,0% superior ao observado nos três primeiros meses do ano passado.

Considerando apenas março, os R$ 73,4 bilhões das 239 operações representam um aumento de 15,6% no volume e de 13,8% na quantidade.

“Os dados mostram um mercado de capitais diversificado e com capacidade de acomodar diferentes demandas de captação. Isso é um sinal de profundidade e de amadurecimento, especialmente em um ambiente com taxa de juros em um patamar alto por tanto tempo e incertezas no cenário internacional”, afirmou Cesar Mindof, diretor da Anbima.

+ Confira todos os resultados no Boletim de Mercado de Capitais

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HÍBRIDOS E AÇÕES

Os títulos híbridos foram um dos destaques do trimestre, mais que dobrando o valor captado no mesmo intervalo de 2025, com recorde de emissão para o período em ambos os instrumentos. As ofertas de FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) cresceram 146,6%, atingindo R$ 20,0 bilhões, enquanto as de Fiagros totalizaram R$ 3,3 bilhões, com alta de 97,5% na mesma base de comparação.

Na renda variável, os follow-ons alcançaram R$ 13,2 bilhões no primeiro trimestre, volume que corresponde a 85% do que foi registrado ao longo de 2025 inteiro. Ao todo, foram quatro ofertas de ações, com duas delas respondendo por R$ 12,4 bilhões desse montante.

RENDA FIXA

As debêntures totalizaram R$ 99,3 bilhões no primeiro trimestre, com recuo de 4,0% frente ao mesmo período de 2025, mas expansão de 20,5% na quantidade, chegando a 153 operações, o que indica maior pulverização das captações. Os títulos incentivados pela lei 12.431 responderam por 43,8% do volume total, a maior proporção já registrada para o período, reforçando o papel desse instrumento no financiamento de projetos de infraestrutura. 

No mercado secundário, o volume negociado de debêntures (com e sem incentivo fiscal) atingiu R$ 236,1 bilhões, com crescimento de 20,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já em relação ao montante contabilizado no último trimestre do ano passado, houve um recuo de 20,2%.

As notas comerciais somaram R$ 9,0 bilhões em 54 operações no acumulado de janeiro a março, com uma expansão de 31,2% no volume e ainda maior, de 58,8%, na quantidade. Outro instrumento muito usado por empresas de menor porte, os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) também se destacaram ao registrar R$ 21,4 bilhões no primeiro trimestre, com uma alta de 37,8%, distribuídos em 246 operações, o maior número de emissões entre todos os instrumentos nesse intervalo.

As emissões de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) somaram, respectivamente, R$ 8,2 bilhões e R$ 3,7 bilhões, com retração de 28,3% e 39,3% ante o mesmo período de 2025.

“O mercado ganhou tração em frentes diferentes, com os híbridos tendo um papel central no resultado, a renda variável voltando a aparecer com mais relevância, as notas comerciais em alta e o desempenho dos FIDCs refletindo a capacidade desse instrumento de se moldar às necessidades de diferentes setores da economia”, destaca Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima.

MERCADO EXTERNO

No mercado internacional, as emissões de renda fixa totalizaram US$ 8,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, patamar 27,2% inferior ao contabilizado em igual intervalo de 2025 em um cenário marcado por um movimento global de aversão ao risco. A República respondeu por mais da metade do volume (51,6%), seguida por empresas (31,2%) e instituições financeiras (17,2%).

Sobre a ANBIMA

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa um ecossistema de cerca de 1.500 instituições de diversos segmentos, entre associados e instituições que seguem os códigos de autorregulação da entidade. São bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset managements, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento. Ao longo de sua história, a associação construiu um modelo de atuação inovador, exercendo atividades de representação dos interesses do setor; de autorregulação e supervisão voluntária e privada de seus mercados; de distribuição de informações que contribuam para o crescimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais; e de educação para profissionais de mercado, investidores e sociedade em geral.