Volume de debêntures emitido até maio dobra em relação ao mesmo período de 2017
As operações de renda fixa no mercado de capitais já batem recorde neste ano: os R$ 60,5 bilhões emitidos até maio por instrumentos dessa categoria representam o maior volume da série histórica da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) para o período. As debêntures puxam o resultado, com R$ 45,6 bilhões emitidos nos primeiros cinco meses de 2018, o dobro do total levantado no mesmo período do ano passado (R$ 21,8 bilhões).
De acordo com estudo do Cemec (Centro de Estudos de Mercados de Capitais), a participação das debêntures como fonte de investimentos das empresas e famílias chegou a 10,6% no primeiro trimestre deste ano (era de 9,9% no fim de 2017). A perspectiva de manutenção dos juros em patamares baixos e a redução dos aportes do BNDES para o financiamento das empresas abriram espaço para a realização desse tipo de operação no mercado de capitais.
O maior interesse por esses títulos vem se refletindo na mudança de perfil na aquisição dos papéis das ofertas primárias. A participação dos investidores institucionais na distribuição das ofertas de debêntures foi de 66% até maio deste ano, resultado que está alinhado ao que vem ocorrendo desde o ano passado, quando esses investidores superaram as instituições e demais participantes ligados à oferta, que sempre detinham a maior fatia do volume ofertado. O crescimento mostra maior disposição dos investidores institucionais ao risco na busca por maiores rentabilidades no cenário de juros baixos.
A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa um ecossistema de cerca de 1.500 instituições de diversos segmentos, entre associados e instituições que seguem os códigos de autorregulação da entidade. São bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset managements, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento. Ao longo de sua história, a associação construiu um modelo de atuação inovador, exercendo atividades de representação dos interesses do setor; de autorregulação e supervisão voluntária e privada de seus mercados; de distribuição de informações que contribuam para o crescimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais; e de educação para profissionais de mercado, investidores e sociedade em geral.