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Boletim de Fundos de Investimentos

Fundos de investimento batem recorde de captação líquida positiva em 2021

 

Os fundos de investimento alcançaram recorde de captação líquida positiva (diferença entre aplicações e resgates) no ano: foram R$ 369 bilhões, segundo dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). O montante é o maior registrado desde o início da nossa série histórica em 2002. Os fundos de renda fixa puxaram o desempenho. Eles totalizaram saldo líquido de R$ 215,2 bilhões. O resultado ultrapassa a média dos últimos dez anos e também é recorde da série histórica para a classe.

Os multimercados fecharam o ano no azul, mas com resultado inferior ao registrado em 2020. Eles tiveram captação líquida positiva de R$ 59,6 bilhões em 2021 contra R$ 104,5 bilhões em 2020. Os fundos de ações registraram captação de R$ 200 milhões representando recuo de 99% na comparação com 2020, quando tiveram captação líquida positiva de R$ 73,3 bilhões.

Os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) também apresentaram desempenho significativo, com captação líquida positiva de R$ 77,1 bilhões. No entanto, 56,8% dos recursos referem-se a aportes concentrados de um único fundo da classe.

Número de contas

Os fundos estruturados registraram maior variação no número de contas de 2020 para 2021. Os FIPs (Fundos de Investimento em Participações) cresceram 96,3%, seguidos pelos ETFs (Exchange Traded Funds) com 91,5%, pelos fundos imobiliários com 60,1% e pelos FIDCs com 41,2%.

As contas de multimercados cresceram 34,3%, enquanto as de fundos de ações tiveram alta de 10,8% e as de renda fixa de 4,8%. Quando olhamos a indústria como um todo, o número cresceu 20%, atingindo 30,5 milhões de contas.

Rentabilidades acumuladas no ano

O tipo com maior retorno no ano foi o duração baixa grau de investimento (investe, no mínimo, 80% da carteira em títulos públicos) com 11,8%. Todos os tipos da classe de renda fixa tiveram rentabilidades positivas.

Os multimercados investimento no exterior (podem alocar mais de 40% do patrimônio em ativos lá fora) e trading (fazem operações em diversas classes de ativos, explorando oportunidades no curto prazo) tiveram retorno de 5,7% no ano.

Impactados pela queda de 11,9% do Ibovespa no ano, todos os tipos de fundos de ações tiveram retornos negativos. O menos impactado foi o ações investimento no exterior, que teve rentabilidade negativa de 2,57%.