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Boletim de Mercado de Capitais

Emissões ultrapassam a marca de R$ 200 bilhões

 

Até julho de 2019, o mercado de capitais doméstico registrou captação de R$ 206,8 bilhões; já o volume captado no mesmo período do ano passado foi de R$ 153 bilhões, o que corresponde a um aumento de 35%. O número de operações apresentou redução – de 526 até julho de 2018 para 473 emissões neste ano – uma queda de 10,1%. As debêntures vêm sendo os instrumentos de captação com maior participação no volume emitido: 46,4% do total, o que equivale a um montante de R$ 95,9 bilhões.

Entretanto desde junho as emissões de ações assumiram protagonismo no segmento, representando a maioria do volume emitido. Em julho foram captados R$ 20,8 bilhões em cinco operações de follow-ons, o que representou 73% do total captado. Não houve, contudo, nenhuma emissão por meio de IPOs (Ofertas Públicas Iniciais). Na comparação com o número de operações, foram registrados 17 negócios contra 4 até julho de 2018. A parcela dos investidores institucionais nas ofertas públicas foi de 46,6% contra 27,9% do mesmo período do ano passado.

Um aspecto que se destaca no aumento das emissões de ações é que o perfil da destinação dos recursos captados difere do registrado nos últimos dois anos. Na comparação com o mesmo período de 2018, a aquisição de participação acionária representa a maior parte desse volume (50% contra 2,3%). Todavia a aquisição de ativos e outras atividades operacionais mostrou queda relevante (de 94,6% no ano anterior contra 18,9% neste ano). Já as captações para redução de passivo foram de 22% do total, não ocorrendo registro de nenhuma emissão até julho do ano passado.

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Até o fechamento das captações em julho, as emissões de debêntures haviam registrado volume de R$ 1,5 bilhão, o que equivale até o momento a uma parcela de 5,3% do total emitido no mês. Os investidores institucionais são os principais demandantes nas ofertas públicas, sobretudo nas operações 476, em que detêm parcela de 65,8% do total colocado. Em relação às ofertas das debêntures de infraestrutura, emitidas por meio da Lei 12.431, os investidores institucionais representam 50,2% do volume, enquanto as pessoas físicas, que têm isenção de Imposto de Renda representam 26,3% das emissões colocadas.

A evolução das emissões dos fundos de investimentos imobiliários indica o potencial de crescimento desses ativos, sobretudo se ocorrer recuperação mais consistente do segmento imobiliário no país. O montante de R$ 12,8 bilhões emitido este ano é 37,8% acima do emitido no mesmo período do ano passado (R$ 9,3 bilhões) e já representa 87% do total de todo o ano de 2018. As emissões desse instrumento representam apenas 6,2% do total colocado este ano, praticamente a mesma parcela de 2018 (6,0%).

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Nas operações no mercado externo, foram registradas seis operações em julho, o que corresponde a um volume de US$ 2,8 bilhões. Até aquele mês, o total captado foi de US$ 15,7 bilhões, superando o volume de 2018 (US$ 15,3 bilhões), sendo US$ 14,5 bilhões para operações de renda fixa e US$ 1,2 bilhão para renda variável.