
26ª edição
Olá!
A COP30 terminou em Belém mostrando que, mesmo em um cenário geopolítico turbulento, com a ausência dos EUA e a pauta por vezes trancada no impasse em relação a combustíveis fósseis, é possível avançar em pontos relevantes em financiamento, adaptação e mecanismos de carbono. Para o mercado de capitais, a conferência deixou sinais claros de que a agenda climática segue abrindo caminhos para instrumentos mais robustos de financiamento, novas dinâmicas de risco e oportunidades que tendem a ganhar força nos próximos anos.
Entre as entregas que merecem atenção, ganham destaque o impulso ao financiamento climático de longo prazo, o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre e da Taxonomia Sustentável Brasileira e o fortalecimento da articulação internacional sobre mercados regulados de carbono. São movimentos que reforçam a conexão entre política climática, estabilidade financeira e fluxo de capital, aspecto central para investidores atentos a governança, integridade e impacto.
Belém não foi a conferência das grandes viradas, mas ofereceu bases sólidas para o próximo ciclo. Foi a COP que manteve a porta aberta para o que vem depois. E é justamente aí que reside sua importância para o setor: as discussões de Belém criam terreno fértil para ambições maiores, sinalizam temas que devem orientar o debate regulatório no Brasil e no exterior, e preparam o campo para inovações que chegarão à mesa do mercado. Nos próximos blocos, destrinchamos o que foi decidido, o que avançou e o que muda para quem acompanha de perto a agenda de finanças sustentáveis.
Boa leitura!
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