Olá!
Diretamente relacionados à gestão de riscos e oportunidades financeiras, a natureza (e tudo que ela engloba – recursos naturais, biodiversidade, conservação, entre outros) vem ganhando relevância no mercado de capitais. A maneira como empresas e investidores incorporam questões relacionadas a ela à gestão de risco e às decisões de investimento influencia o custo de capital, o valuation e a resiliência de ativos e carteiras. Isso coloca a dimensão ambiental no centro das discussões sobre estabilidade financeira, competitividade e alocação de capital.
Iniciativas como a TNFD (Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas à Natureza) e o ISSB (Conselho Internacional de Normas de Sustentabilidade) ocupam papel central na definição de diretrizes e padrões de reporte. A COP 17 da biodiversidade, que será realizada em outubro em Yerevan (Armênia), deve avançar na definição de metas globais e trazer mais clareza sobre o papel do mercado de capitais na proteção e na restauração de ecossistemas.
Segundo Alan Gomez, lead de Engajamento de Mercados para América Latina e Caribe da TNFD (Taskforce on Nature-related Financial Disclosures), “investidores e proprietários de ativos estão despertando para o fato de que o risco relacionado à natureza é material e estão exigindo que as empresas o reconheçam. Em novembro de 2025, mais de 730 organizações já haviam se comprometido a fazer reportes alinhados à TNFD, representando cerca de US$ 9 trilhões em valor de mercado e mais de US$ 22 trilhões em ativos sob gestão”.
Nesta edição, que traz entrevistas exclusivas com a TNFD e o ISSB, mostramos o que investidores e instituições financeiras no Brasil precisam saber para colocar a natureza e sua biodiversidade no centro das decisões de investimento.
Boa leitura!