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ANBIMA é case de SupTech em relatório sobre inovação regulatória do LAB

Supervisão de Mercados utiliza robôs, inteligência artificial e formulários inteligentes para otimizar seus processos

As iniciativas de digitalização e automatização dos processos de supervisão de mercados da ANBIMA foram citadas no relatório Introdução à RegTech: Avanços da tecnologia regulatória no Brasil e no mundo. A publicação, elaborada pelo Laboratório de Inovação Financeira (LAB), traça um panorama do uso de tecnologias criadas especificamente para cumprir exigências regulatórias e de compliance de forma mais eficaz e eficiente.

Essas tecnologias surgiram na busca por celeridade e precisão para navegar o ambiente cada vez mais denso de dados necessários para cumprir as obrigações regulatórias e têm sido utilizadas tanto pelas empresas reguladas, como pelos próprios reguladores e autorreguladores nas atividades de Supervisão. 

+ Baixe o relatório Introdução à RegTech

A ANBIMA é um case de SupTech, o uso de tecnologias para monitoramento regulatório do mercado. O marco inicial da digitalização dos processos de supervisão da ANBIMA é o lançamento do SSM (Sistema de Supervisão de Mercados), em 2015. Em 2019, os esforços aumentaram com a criação do projeto “Supervisão Digital”, que tem como objetivo a aceleração da transformação digital dos processos de supervisão na busca por inovação e mais eficiência. 

“A autorregulação deve assegurar o atendimento às regras aplicáveis de forma célere e sem duplicar custos, bem como qualidade e robustez às verificações,” conta Guilherme Benaderet, superintendente de Supervisão de Mercados. “As ferramentas de SupTech agilizam processos de coleta e análise de informações podendo contribuir para formas de compliance simples, efetivas e menos custosas.” Segundo ele, elas também promovem melhorias e otimizam procedimentos, gerando desdobramentos como maior padronização, procedimentos mais simplificados e homogêneos e oportunidades para novas soluções de racionalização quanto ao atendimento das regras, por parte de reguladores e regulados. “Estou otimista com os resultados obtidos até o momento”, afirma.

Para otimizar os processos de verificação de informações cadastrais e documentos, as áreas de Supervisão de Mercados e Tecnologia trabalharam para automatização processos por meio de RPA (Robotic Process Automation), ou seja, utilização de robôs para otimização de rotinas operacionais e coleta de dados externos. Na supervisão de fundos de investimento, o uso de inteligência artificial tem auxiliado na leitura de regulamentos para validação de informações. A ferramenta, que ainda está em fase de testes, tem o objetivo de aumentar a precisão da checagem, em especial em campos de maior complexidade.

+ Baixe o relatório Introdução à RegTech

Uma outra iniciativa em curso é a criação e utilização de formulários inteligentes para simplificar o processo de estruturação de ativos e apoiar a geração de documentos durante o processo de registro de ofertas. “Com o amadurecimento dessas tecnologias, elas poderão ser aplicadas em outras soluções de RegTech ligadas à confecção e analise da documentação de fundos de investimento ou de valores mobiliários,” explica Lina Yajima, superintendente de Inteligência de Dados, Operações e Tecnologia.

O avanço no uso dessas tecnologias nas rotinas de supervisão pode contribuir com a padronização das informações enviadas pelas instituições para a ANBIMA. “A máquina aprende mais rápido quando as informações apresentam semelhanças e padrões,” explica Lina. “O próximo passo para uma supervisão digital ainda mais eficiente é trabalhar em parceria com as instituições para padronizar os formatos de envio dos dados com os documentos gerados por essas plataformas”.

“Investir na capacitação contínua da nossa equipe é muito importante”, conta Guilherme. “Adicionalmente, iniciamos um trabalho com uma consultoria externa para nos apoiar na elaboração de um diagnóstico da nossa atuação na supervisão, identificando pontos positivos e de melhorias frente às tendências nacionais e internacionais, e criar um plano de ação robusto com foco nos desafios atuais e do futuro.”  

O estudo realizado pelo LAB identificou que as soluções de RegTech vem ganhando relevância nos últimos anos, fruto da combinação entre os processos de mudança regulatória e de transformação digital. Também foi identificado que o ecossistema de tecnologia regulatória em diversos países é composto por formadores de políticas, reguladores, empresas e instituições financeiras e seus prestadores de serviços. Os reguladores financeiros, em específico, focam seus esforços para desenvolver soluções de SupTech. Segundo o relatório, o FSB (Financial Stability Board) identificou que este é o foco de desenvolvimento de tecnologia da maioria dos reguladores, especificamente para tratar da remessa de informações regulatórias e da gestão de dados, com uso frequente de inteligência artificial.

O relatório completo está disponível no site do LAB.

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