<img height="1" width="1" style="display:none" src="https://www.facebook.com/tr?id=1498912473470739&amp;ev=PageView&amp;noscript=1">
  • Empresas fiscalizadas.
  • Trabalhe Conosco.
  • Imprensa.
  • Fale Conosco.

Notícias

Anbima projeta Selic em 12,5% ao final de 2026

Taxa básica de juros deve se manter em 15% em janeiro e começar a cair gradualmente a partir de março

O Grupo Consultivo Macroeconômico da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercado Financeiro e de Capitais) prevê que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central vai manter a Selic em 15% ao ano na reunião desta semana. A expectativa é de que a taxa básica de juros seja reduzida gradualmente ao longo deste ano e chegue a dezembro em 12,50% ao ano (ante uma projeção de 12,00% anteriormente).  

Para os economistas, o primeiro corte deve ocorrer na reunião de março, para 14,75%, e, em abril, a taxa deve chegar ao patamar de 14% ao ano. Depois disso, são esperadas quatro reuniões com redução total de 150 pontos base, terminando o ano em 12,50%. 

As expectativas para inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), se mantiveram em 4,0% para 2026.  

Na avaliação do grupo consultivo, a depreciação do dólar no mercado global deve contribuir favoravelmente para o balanço de riscos inflacionários no Brasil. Por enquanto, a expectativa para a taxa de câmbio ao fim do ano permaneceu praticamente estável, passando para R$ 5,45 ante R$ 5,44. 

No debate sobre o cenário externo, os analistas ressaltam uma melhora no PIB nos EUA puxada sobretudo pelo segmento de tecnologia. “Diante do fortalecimento da atividade econômica e da redução do desemprego, a expectativa é de que o Fed interrompa o ciclo de cortes de juros na próxima reunião. Ao mesmo tempo, permanece a visão de que o dólar deve seguir enfraquecido no mercado internacional, o que tende a estimular a migração de capital para países emergentes e a consequente valorização das moedas dessa região”, afirma David Beker, vice-coordenador do grupo consultivo.  

A projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro de 2026 continua no patamar de 1,8%. Para o primeiro trimestre, o grupo espera aceleração de 0,70% do PIB, seguida de duas variações de 0,50% nos dois trimestres seguintes, fechando o ano em 0,40% no quarto trimestre. 

Na análise da política fiscal, os economistas avaliam que a dívida bruta do setor público em 2026 ficará em 83,9% do PIB, ligeiramente acima do projetado anteriormente (83,8% do PIB). A estimativa para o déficit primário deste ano foi reduzida de 0,62% para 0,60% do PIB

+ Confira todas as análises do nosso Grupo Consultivo Macroeconômico no Boletim Macroeconômico disponível no ANBIMA Data

Sobre o Grupo Consultivo Macroeconômico

O Grupo Consultivo Macroeconômico é composto por 26 economistas de instituições associadas à Anbima. Eles se reúnem a cada 45 dias, em média, sempre na semana que antecede a reunião do Copom, para analisar a conjuntura econômica e traçar cenários para os mercados brasileiro e internacional. 

Notícias relacionadas

Não foram encontrados resultados para esta consulta.