Blockchain Rio 2026: coordenação e governança ganham protagonismo na agenda de tokenização
Participamos de painéis sobre infraestrutura e os desafios da transformação digital no mercado de capitais.Marcelo Billi, nosso superintendente de Inovação, Sustentabilidade e Educação no painel “Inovação com regra: Anbima e a tokenização dos ativos” do Blockchain Rio 2026.
Marcamos presença no Blockchain Rio 2026, principal fórum de blockchain e ativos digitais da América Latina. O evento reuniu reguladores, instituições financeiras, empresas de tecnologia e especialistas para discutir os avanços e desafios da transformação digital.
Nossa participação esteve concentrada nos desafios que surgem quando a tokenização deixa de ser um experimento isolado e passa a exigir coordenação entre múltiplos participantes do mercado, como foco no Projeto-Piloto de Tokenização e aos desafios que o mercado vem enfrentando para transformar o potencial da tecnologia em aplicações concretas.
Confira os destaques:
Interesse do mercado supera expectativas
Um dos sinais mais claros do amadurecimento da agenda de tokenização veio do nosso piloto. Inicialmente estruturado para receber cerca de dez casos de uso, o projeto recebeu 39 propostas e conta com mais de 20 iniciativas em teste, envolvendo mais de 50 instituições financeiras e não financeiras. O volume de inscrições sugere que o debate sobre tokenização avança para uma fase mais pragmática, voltada à experimentação de soluções e à avaliação de seus impactos operacionais. Os casos inscritos envolvem temas como precificação, compliance e desafios operacionais, mostrando que o mercado está cada vez mais interessado em avaliar aplicações práticas da tokenização para ativos financeiros.
O desafio é trabalhar em conjunto
Com o potencial da tecnologia já demonstrado, o principal desafio passa a ser a coordenação entre os participantes do mercado. Os debates reforçaram que a tokenização só alcançará escala se instituições financeiras, reguladores e empresas de tecnologia conseguirem construir padrões, processos e regras compatíveis.
Blockchain como infraestrutura de mercado
Outro tema recorrente foi a evolução da forma como a tecnologia blockchain vem sendo percebida pelo setor financeiro: uma infraestrutura para sustentar processos, ativos e mecanismos de governança ao longo de toda a cadeia financeira.
As discussões também abordaram a importância dos testes em andamento para avaliar como diferentes instituições poderão operar sob padrões compartilhados.
Segurança e governança no centro da transformação
Os debates também reforçaram que a adoção de novas tecnologias depende da capacidade de operar com confiabilidade, transparência e aderência às exigências regulatórias do mercado financeiro.
Nesse contexto, governança, supervisão e gestão de riscos foram apontadas como fundamentais para garantir que a tokenização possa avançar de forma segura e sustentável.
O que vem pela frente
Uma das perguntas mais recorrentes durante o evento foi se o projeto-piloto de tokenização resultará em uma rede única, pública ou privada.
Independentemente do modelo que venha a prevalecer, os debates mostraram convergência em torno da necessidade de uma infraestrutura interoperável, segura e compatível com os diferentes participantes do mercado.
Os debates reforçaram que a evolução da tokenização dependerá não apenas do avanço tecnológico, mas também da capacidade do mercado de construir padrões compartilhados, mecanismos de governança e formas de coordenação que permitam a operação integrada entre diferentes participantes.
Participe do próximo encontro da Jornada de Tokenização!
Tema: Custódia de ativos digitais: segurança, controle e gestão de chaves
Data: 27 de agosto, às 10h | Inscreva-se
Conheça o ANBIMA em Ação 2026
O ANBIMA em Ação 2026 é o conjunto das principais iniciativas estratégicas da associação para este ano. Esse planejamento está ancorado em três frentes principais: desenvolvimento de mercados, institucional e transformação. Confira aqui o plano completo.