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Carteiras administradas: termina a supervisão educativa e começa a construção da base de dados

Monitoramentos buscaram orientar as instituições sobre as novas regras, enquanto a base trará um retrato da atividade no Brasil

 

Foram realizadas as primeiras supervisões educativas nas instituições que desempenham a atividade de gestão de carteiras administradas. O objetivo foi verificar o cumprimento das regras do Código de Administração de Recursos de Terceiros relacionadas à gestão de carteiras, que passaram a valer em outubro de 2020, e orientar as casas sobre as novas normas, sem aplicação de penalidades.

Por conta da pandemia, não realizamos visitas presenciais nas instituições. Elas enviaram uma série de documentos para análise e tivemos reuniões online para esclarecimento de dúvidas. Ao todo, foram escolhidas seis empresas para supervisão, que representaram uma amostra do mercado.

“No ano passado, fizemos um mapeamento das instituições que prestam o serviço de carteira administrada. Com base nele, selecionamos algumas casas para essa primeira supervisão. Privilegiamos as instituições voltadas para o segmento de varejo, uma vez que esses investidores podem ter menos conhecimento de mercado na comparação com os qualificados (aqueles que têm mais de R$ 1 milhão investidos) e os profissionais (têm mais de R$ 10 milhões aplicados)”, explica Soraia Barros, nossa gerente de Supervisão de Mercados de Gestão e Serviços Fiduciários.

Entre os monitoramentos realizados estavam a precificação dos ativos a valor justo, que é uma das principais alterações do código, a análise das informações presentes nos materiais de publicidade e as regras para aquisição e monitoramento de papéis de crédito privado. Com base nos resultados obtidos da supervisão educativa, foi enviado um comunicado para informar as instituições sobre as principais regras de apreçamento que devem ser observadas a fim de que adequem os seus procedimentos.

Paralelamente, está em desenvolvimento uma base de dados das carteiras. O objetivo é coletar informações detalhadas do perfil das carteiras administradas para traçar um panorama deste segmento e prover informações ao mercado.

“Atualmente, não há um retrato das carteiras administradas no Brasil. Apesar de não ser um produto novo no mercado, elas vêm ganhando representatividade entre os investidores”, explica Soraia.

A coleta dos dados ainda não começou. Por enquanto, a ANBIMA desenvolve o sistema e trabalha, junto com o mercado, na definição dos campos que devem ser preenchidos pelas instituições. A estimativa é que a base seja lançada no final de 2021. As  instituições serão previamente avisadas para se adaptarem ao envio dessas informações à ANBIMA.

 

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